Analgesia Preemptiva: Estratégias e Exceções no Manejo

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

A dor pós-operatória aguda é uma complexa reação fisiológica às agressões, geradas pela lesão tecidual, pela tração visceral, ou, então, pela própria doença. O conceito de analgesia preemptiva sugere que o melhor controle da dor pós-operatória se inicia no pré-operatório. Esse tipo de manejo farmacológico induz a um estado de analgesia efetiva previamente ao trauma cirúrgico. Podem fazer parte da analgesia preemptiva, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Infiltração da ferida cirúrgica, com anestésicos locais.
  2. B) Bloqueio neural central.
  3. C) Administração de doses efetivas de opióides.
  4. D) Drogas anti-inflamatórias não esteroidais (AINES).
  5. E) Uso de Benzodiazepinicos.

Pérola Clínica

Analgesia preemptiva visa ↓ dor pós-operatória, agindo ANTES do estímulo nociceptivo. Benzodiazepínicos são ansiolíticos, não analgésicos preemptivos.

Resumo-Chave

A analgesia preemptiva busca prevenir a sensibilização central e periférica à dor, administrando analgésicos antes do estímulo cirúrgico. Benzodiazepínicos são ansiolíticos e sedativos, não possuindo efeito analgésico direto, portanto, não fazem parte da estratégia preemptiva de controle da dor.

Contexto Educacional

A analgesia preemptiva é uma estratégia fundamental no manejo multimodal da dor pós-operatória, visando minimizar a sensibilização do sistema nervoso central e periférico antes, durante e após o estímulo nociceptivo cirúrgico. O conceito é que a administração de analgésicos antes do início da cirurgia pode reduzir a intensidade da dor pós-operatória e a necessidade de analgésicos no período subsequente, melhorando a recuperação do paciente. As abordagens farmacológicas para analgesia preemptiva incluem a infiltração da ferida cirúrgica com anestésicos locais, bloqueios neurais centrais ou periféricos, e a administração sistêmica de opioides, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) e outros adjuvantes. Essas intervenções atuam em diferentes vias da dor, bloqueando a transmissão nociceptiva e modulando a resposta inflamatória. É crucial distinguir a analgesia preemptiva de outras intervenções pré-operatórias. Os benzodiazepínicos, embora úteis para reduzir a ansiedade pré-operatória e promover sedação, não possuem propriedades analgésicas diretas e, portanto, não fazem parte da estratégia de analgesia preemptiva. Para provas de residência, é importante compreender os mecanismos de ação dos diferentes fármacos e sua aplicação correta no contexto da dor aguda.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo principal da analgesia preemptiva?

O objetivo principal é prevenir ou reduzir a sensibilização central e periférica causada pelo trauma cirúrgico, diminuindo a intensidade da dor pós-operatória e o consumo de analgésicos.

Quais classes de medicamentos são comumente usadas na analgesia preemptiva?

Incluem anestésicos locais (infiltração, bloqueios), opioides, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES), paracetamol e, em alguns casos, gabapentinoides e antagonistas de NMDA.

Por que os benzodiazepínicos não são considerados parte da analgesia preemptiva?

Benzodiazepínicos possuem propriedades ansiolíticas, sedativas e amnésicas, mas não têm efeito analgésico direto. Eles não atuam nos mecanismos da dor e, portanto, não contribuem para a prevenção da dor pós-operatória.

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