UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente de 33 anos politraumatizado, com múltiplas fraturas costais; operado por ruptura de baço e grande hemoperitonio, hemoglobina: 7,0 g/dl no pós-operatório. Radiografia simples de tórax evidenciando contusão pulmonar. Queixa de dor intensa no tórax. Qual analgésico é o mais recomendado no paciente?
Politraumatizado com dor torácica intensa → analgesia potente (ex: hidromorfona) para otimizar ventilação.
Em pacientes politraumatizados com dor torácica intensa, especialmente com fraturas costais e contusão pulmonar, a analgesia adequada com opioides potentes é crucial para garantir ventilação eficaz, prevenir complicações respiratórias e facilitar a recuperação. A hidromorfona é um opioide potente que pode ser utilizado.
A dor em pacientes politraumatizados, especialmente com trauma torácico, é um desafio significativo que exige manejo agressivo e eficaz. Fraturas costais múltiplas e contusão pulmonar causam dor intensa, que pode levar à hipoventilação, tosse ineficaz, retenção de secreções, atelectasias e pneumonia, comprometendo a recuperação respiratória. A escolha do analgésico deve equilibrar a potência para controle da dor com o perfil de segurança do paciente. Opioides potentes são a base do tratamento da dor severa em trauma. A hidromorfona, assim como o fentanil e a morfina, são opções eficazes. O fentanil é frequentemente preferido em pacientes instáveis devido ao seu rápido início de ação e curta duração, permitindo titulação precisa. A hidromorfona também é um opioide potente, com início de ação rápido e duração intermediária, sendo uma alternativa válida. A monitorização da função respiratória é crucial durante o uso de opioides. Além da analgesia sistêmica, técnicas de analgesia regional, como bloqueios intercostais, bloqueios do plano eretor da espinha (ESP block) ou cateteres peridurais, são altamente recomendadas para controle da dor em fraturas costais múltiplas, pois proporcionam alívio superior com menor necessidade de opioides sistêmicos e seus efeitos adversos. O objetivo é permitir que o paciente respire profundamente, tussa e mobilize-se, otimizando a recuperação pulmonar.
A analgesia inadequada pode levar à hipoventilação, atelectasias, pneumonia e insuficiência respiratória, prolongando a internação e aumentando a morbimortalidade.
Opioides potentes como a hidromorfona ou fentanil são eficazes no controle da dor severa, permitindo que o paciente respire mais profundamente e tussa, prevenindo complicações pulmonares.
Além dos opioides sistêmicos, a analgesia regional (bloqueios intercostais, cateter peridural) pode ser uma excelente opção para controle da dor em fraturas costais múltiplas.
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