Analgesia de Parto: Quando e Como Oferecer no Trabalho Ativo

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017

Enunciado

Primigesta, 17 anos, 41 semanas, sem doenças ou intercorrências no pré-natal realizado em UBS, é internada para assistência ao parto. Relata fortes dores em cólica em baixo ventre e perda de líquido via vaginal em grande quantidade. Nega outras queixas. Quando abordada pela equipe para realização da ausculta fetal e confirmação do diagnóstico de corioamniorrexe, a paciente permitiu o exame dizendo que esta seria a última vez que o faria caso não fosse submetida à analgesia farmacológica de parto. O exame físico obstétrico da ocasião mostrava altura uterina de 34 cm, atividade uterina de 4 contrações moderadas/50 segundos/10 minutos, batimento cardíaco fetal de 125 bpm sem desacelerações e colo uterino centrado, fino, dilatado 6 cm. Observou-se saída de grande quantidade de líquido claro, com grumos, pelo introito vaginal. Qual alternativa possui a assistência adequada para a paciente nesse momento?

Alternativas

  1. A) Solicitar analgesia farmacológica, independentemente da dilatação cervical, por reduzir significativamente a dor e facilitar a cooperação da paciente.
  2. B) Solicitar analgesia farmacológica do trabalho de parto quando a dilatação cervical for superior a 7 cm, a fim de evitar fase ativa prolongada.
  3. C) Contraindicar analgesia famacológica, explicando os seus efeitos adversos, tanto para a mãe quanto para o feto/recém-nascido.
  4. D) Sugerir que a paciente tome banho de chuveiro com água morna e assuma diferentes posições durante o banho, apesar do limitado alívio da dor.

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