Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
O tratamento inicial da anafilaxia em adultos inclui o uso de
Anafilaxia em adultos → Adrenalina IM 0,5 mg (1:1000) na face anterolateral da coxa, repetível a cada 5-15 min conforme resposta.
A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia, devido à sua ação alfa e beta-adrenérgica que reverte a vasodilatação, broncoespasmo e edema de vias aéreas. A administração deve ser imediata e na dose correta para ser eficaz.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento imediato e tratamento urgente. É causada pela liberação maciça de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos, levando a uma cascata de eventos que afetam múltiplos sistemas orgânicos, incluindo pele, trato respiratório, cardiovascular e gastrointestinal. A prevalência está aumentando, e a identificação dos gatilhos (alimentos, medicamentos, picadas de insetos) é fundamental para a prevenção. A fisiopatologia da anafilaxia envolve principalmente a ativação de receptores IgE na superfície de mastócitos e basófilos, resultando na liberação de histamina, triptase, leucotrienos e prostaglandinas. Esses mediadores causam vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, broncoespasmo e contração da musculatura lisa gastrointestinal. Clinicamente, manifesta-se com urticária, angioedema, broncoespasmo, hipotensão, taquicardia e sintomas gastrointestinais. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas agudos após exposição a um alérgeno conhecido ou suspeito. O tratamento da anafilaxia é uma emergência médica, e a adrenalina intramuscular é a pedra angular da terapia, devendo ser administrada sem demora. A dose e a via de administração são padronizadas para garantir a máxima eficácia e segurança. Outras terapias adjuvantes, como anti-histamínicos (H1 e H2) e corticosteroides, podem ser usadas para aliviar sintomas cutâneos e prevenir reações bifásicas, mas não substituem a adrenalina. O prognóstico é geralmente bom com tratamento imediato e adequado, mas atrasos podem levar a desfechos fatais. Residentes devem dominar este protocolo para garantir a segurança do paciente em situações de emergência.
O tratamento de primeira linha e mais crucial para a anafilaxia em adultos é a administração imediata de adrenalina intramuscular. A dose recomendada é de 0,5 mg (0,5 mL da solução 1:1000) na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos se não houver melhora clínica.
A adrenalina atua rapidamente revertendo os efeitos da anafilaxia. Seus efeitos alfa-adrenérgicos causam vasoconstrição, aumentando a pressão arterial e reduzindo o edema. Seus efeitos beta-adrenérgicos promovem broncodilatação, melhoram a contratilidade miocárdica e inibem a liberação de mediadores inflamatórios.
Além da adrenalina, outras medidas incluem posicionar o paciente (decúbito dorsal com elevação dos membros inferiores para hipotensão, ou sentado se houver dispneia), administrar oxigênio suplementar, iniciar fluidoterapia intravenosa com cristaloides para hipotensão e considerar o uso de anti-histamínicos e corticosteroides como terapias adjuvantes, mas nunca em substituição à adrenalina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo