Anafilaxia Pediátrica: Diagnóstico e Manejo Urgente

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Pré-escolar apresenta-se com quadro de anafilaxia após ingestão de alimento suspeito em um restaurante de comida oriental. Sobre o diagnóstico e manejo do quadro clínico de anafilaxia, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) Atualmente, hipotensão deve ser um achado obrigatório para o diagnóstico de anafilaxia.
  2. B) Adenalina deve ser administrada, tão logo esteja disponível, por via subcutânea.
  3. C) A dose de adrenalina a ser administrada é de 0,01 mg/kg, respeitando-se dose máxima de 0,5 mg.
  4. D) Um anti-histamínico, por via parenteral, deve ser a droga de escolha a ser administrada em um paciente que apresenta urticária disseminada e angioedema significativo.
  5. E) Pacientes com instabilidade circulatória devem ser mantidos deitados, com cabeça mais elevada que o tronco e membros inferiores mais baixos que o corpo, evitando-se a posição de Trendelemburg

Pérola Clínica

Anafilaxia: Adrenalina IM é a 1ª linha, dose 0,01 mg/kg (máx 0,5 mg), via intramuscular na face anterolateral da coxa.

Resumo-Chave

A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha para anafilaxia, devendo ser administrada precocemente. A dose pediátrica é de 0,01 mg/kg, com dose máxima de 0,5 mg, aplicada na face anterolateral da coxa.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento e tratamento imediatos. Em pré-escolares, a causa mais comum é a ingestão de alimentos. O diagnóstico é clínico e baseia-se na presença de sinais e sintomas que afetam múltiplos sistemas orgânicos, como pele, sistema respiratório, cardiovascular e gastrointestinal, após exposição a um alérgeno. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina e leucotrienos, por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e choque. O tratamento de primeira linha e mais crucial é a administração de adrenalina. A adrenalina atua como agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo a vasodilatação, o broncoespasmo e a hipotensão. A dose de adrenalina para crianças é de 0,01 mg/kg (solução 1:1000), com dose máxima de 0,5 mg, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Outras medidas incluem manter as vias aéreas pérvias, oxigenoterapia, fluidos intravenosos para hipotensão e, secundariamente, anti-histamínicos e corticosteroides para sintomas residuais ou prevenção de reações bifásicas. A observação prolongada é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos de anafilaxia?

Anafilaxia é diagnosticada pela presença de envolvimento de dois ou mais sistemas (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) ou hipotensão isolada após exposição a um alérgeno conhecido.

Qual a via de administração preferencial da adrenalina na anafilaxia?

A via intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa é a via preferencial devido à sua rápida absorção e eficácia superior em comparação com a via subcutânea.

Por que anti-histamínicos não são a primeira linha no tratamento da anafilaxia?

Anti-histamínicos aliviam sintomas cutâneos como urticária e prurido, mas não tratam os sintomas sistêmicos graves da anafilaxia, como broncoespasmo e hipotensão, que exigem adrenalina.

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