Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Em um pronto socorro você atende escolar que, há poucos minutos, após ingerir camarão, apresentou quadro súbito de falta de ar, edema labial, placas eritematosas em tronco, presença de sibilos e tiragem intercostal. Diante desse quadro, a sua primeira conduta terapêutica de emergência deveria ser:
Anafilaxia grave → Adrenalina IM é a primeira e mais importante conduta.
A anafilaxia é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato com adrenalina intramuscular. A adrenalina atua como vasoconstritor, broncodilatador e estabilizador de mastócitos, revertendo os sintomas de choque e insuficiência respiratória.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. Sua prevalência tem aumentado, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para prevenir desfechos adversos, especialmente em ambientes de pronto-socorro. Alimentos, medicamentos e picadas de insetos são as causas mais comuns. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, levando a broncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e choque. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação súbita de sintomas mucocutâneos, respiratórios, cardiovasculares ou gastrointestinais. A suspeita deve ser alta em pacientes com história de exposição a alérgenos e sintomas em múltiplos sistemas. O tratamento de emergência consiste na administração imediata de adrenalina (epinefrina) intramuscular, que é o único medicamento capaz de reverter a progressão da anafilaxia. Medidas de suporte incluem oxigenoterapia, fluidos intravenosos e monitorização. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes, mas não substituem a adrenalina. O prognóstico é bom com tratamento rápido e adequado, mas atrasos podem ser fatais.
A anafilaxia grave manifesta-se com sintomas cutâneos (urticária, angioedema), respiratórios (sibilos, dispneia, estridor), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinais, com início súbito após exposição a um alérgeno.
A dose padrão de adrenalina é 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) por via intramuscular na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
A adrenalina é o fármaco de primeira escolha porque atua rapidamente em múltiplos receptores, promovendo vasoconstrição, broncodilatação e redução da liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os sintomas que ameaçam a vida.
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