HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Uma criança de 8 anos de idade, chega a um pronto-socorro com quadro de urticária grave disseminada, com angioedema após uso de dipirona. Qual a medida inicial efetiva?
Anafilaxia grave com angioedema → Adrenalina IM é a medida inicial mais efetiva.
A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha para anafilaxia, agindo rapidamente para reverter a broncoconstrição, vasodilatação e edema. Sua administração precoce é crucial para prevenir a progressão para choque anafilático e óbito, sendo superior a anti-histamínicos ou corticoides como medida inicial.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. É uma emergência médica comum, com incidência crescente, e seu reconhecimento e tratamento imediatos são cruciais para evitar desfechos adversos. Alimentos, medicamentos (como a dipirona no caso), picadas de insetos e látex são os gatilhos mais frequentes. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina e leucotrienos, por mastócitos e basófilos, resultando em broncoconstrição, vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade vascular e edema. Clinicamente, manifesta-se com sintomas cutâneos (urticária, angioedema), respiratórios (dispneia, sibilância), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinais. O diagnóstico é clínico e rápido. O tratamento de primeira linha e mais importante é a administração de adrenalina (epinefrina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Anti-histamínicos e corticosteroides são adjuvantes, mas não substituem a adrenalina. O paciente deve ser monitorado de perto e, se necessário, receber oxigênio, fluidos intravenosos e broncodilatadores. A educação sobre autoaplicação de adrenalina e evitação de alérgenos é fundamental para a prevenção de futuros episódios.
Sinais de anafilaxia grave incluem urticária disseminada, angioedema (especialmente em vias aéreas), broncoespasmo, hipotensão, tontura e síncope. A presença de comprometimento respiratório ou cardiovascular é um forte indicador.
A adrenalina (epinefrina) é um agonista alfa e beta-adrenérgico que rapidamente reverte os efeitos da anafilaxia, como broncoconstrição, vasodilatação, hipotensão e edema, sendo a única medicação que comprovadamente salva vidas.
A dose recomendada para crianças é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg) de solução 1:1000, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Pode ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
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