Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Durante uma consulta oftalmológica, após a administração intraocular de um medicamento, um paciente desenvolve prurido generalizado intenso, rubor, edema labial e eritema urticariforme. Além disso, apresenta rinorreia hialina, disfonia, estridor, dor abdominal e náusea. Diante dessa situação, o paciente é imediatamente encaminhado para a Sala de Emergência. Durante a avaliação, é observada a presença de sibilos difusos à ausculta e hipoxemia à monitorização (SpO₂: 88%) em ar ambiente, acompanhada de hipotensão arterial (80x60 mm Hg).Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item.Na anafilaxia, a dose de 0,5 mg de adrenalina pode ser administrada até três vezes, e, se houver hipotensão, é possível administrar até 2 litros de solução, podendo aumentar para 4 – 8 litros em casos mais graves e refratários. A adrenalina é o fármaco mais crucial, e em situações críticas, a administração pode ser iniciada em doses de 1 micrograma/minuto, com titulação com base na pressão arterial, preferencialmente com o uso de uma linha arterial invasiva.
Anafilaxia grave → Adrenalina IM 0,5 mg (adulto), repetir a cada 5-15 min; hipotensão refratária → Adrenalina IV.
Na anafilaxia, a adrenalina é o fármaco de primeira linha e mais crucial, administrada preferencialmente por via intramuscular na dose de 0,5 mg em adultos, podendo ser repetida. Em casos de hipotensão refratária ou choque, a adrenalina intravenosa contínua e a reposição volêmica agressiva com cristaloides são fundamentais.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada por início rápido e comprometimento de múltiplos sistemas orgânicos. A identificação precoce e o tratamento imediato são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia da anafilaxia envolve a liberação massiva de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade capilar, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa. Clinicamente, manifesta-se com sintomas cutâneos (urticária, angioedema), respiratórios (dispneia, sibilos, estridor), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinais (dor abdominal, náuseas). O tratamento inicial da anafilaxia grave inclui a administração imediata de adrenalina intramuscular (0,5 mg em adultos, 0,01 mg/kg em crianças, máximo 0,3 mg), reposição volêmica agressiva com cristaloides para combater a hipotensão, e suporte ventilatório se necessário. Em casos refratários, a adrenalina intravenosa em infusão contínua pode ser necessária, sempre com monitorização intensiva. Outras medidas incluem anti-histamínicos e corticosteroides, mas estes não substituem a adrenalina.
A dose inicial da adrenalina em adultos é de 0,5 mg (0,5 mL da solução 1:1000) por via intramuscular na face anterolateral da coxa, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos se os sintomas persistirem.
A adrenalina intravenosa é indicada em casos de choque anafilático refratário à adrenalina intramuscular e fluidoterapia, ou em pacientes com parada cardiorrespiratória, sempre com monitorização rigorosa e diluição adequada.
A fluidoterapia agressiva com cristaloides (soro fisiológico 0,9%) é crucial para combater a vasodilatação e o extravasamento capilar que levam à hipotensão no choque anafilático, podendo ser administrados volumes significativos.
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