Anafilaxia Pediátrica: Adrenalina como Tratamento de Urgência

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Menina de três anos de idade foi levada ao pronto-socorro após ser picada por uma abelha. Ela apresentou sintomas de uma reação alérgica grave que pode ser fatal se não tratada rapidamente. Nesse caso, a conduta mais adequada é

Alternativas

  1. A) usar injeção de adrenalina na coxa da criança, evitando complicações mais graves.
  2. B) administrar um antialérgico oral e encaminhar a criança para o hospital mais próximo.
  3. C) remover o ferrão da abelha com uma pinça e prescrever pomada anti-inflamatória no local.
  4. D) aplicar uma compressa fria no local da picada e observar a evolução dos sintomas.
  5. E) transferir para a UTI pediátrica e iniciar dobutamina.

Pérola Clínica

Anafilaxia por picada de abelha em criança: Adrenalina IM na coxa é 1ª linha.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, que exige tratamento imediato. A adrenalina (epinefrina) intramuscular é o medicamento de primeira escolha e deve ser administrada o mais rápido possível na face anterolateral da coxa. Sua ação vasoconstritora, broncodilatadora e inotrópica reverte os sintomas do choque e do broncoespasmo, salvando vidas.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. Em crianças, as causas mais comuns incluem alimentos (amendoim, leite, ovos), picadas de insetos (abelhas, vespas) e medicamentos. O reconhecimento precoce dos sintomas e a intervenção imediata são cruciais para prevenir desfechos graves, incluindo o choque anafilático. A anafilaxia pediátrica exige uma abordagem de emergência bem definida. A fisiopatologia da anafilaxia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) de mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade capilar, broncoespasmo e edema de vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas que afetam dois ou mais sistemas orgânicos (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após a exposição a um alérgeno conhecido ou provável. A progressão dos sintomas pode ser muito rápida, exigindo ação imediata. O tratamento de escolha para a anafilaxia é a adrenalina (epinefrina) administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. A dose deve ser ajustada ao peso da criança. A adrenalina atua como um agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo a vasodilatação, o broncoespasmo e o edema, além de estabilizar os mastócitos. Anti-histamínicos e corticosteroides são terapias adjuvantes e não devem atrasar a administração da adrenalina. Após a estabilização, o paciente deve ser observado por várias horas devido ao risco de reações bifásicas e encaminhado para avaliação alergológica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de anafilaxia em crianças?

Os sinais incluem urticária generalizada, angioedema (inchaço de lábios, pálpebras), dificuldade respiratória (sibilância, estridor), hipotensão, tontura, vômitos, diarreia e, em casos graves, perda de consciência. Podem progredir rapidamente.

Qual a dose e via de administração da adrenalina para anafilaxia em crianças?

A dose recomendada de adrenalina (epinefrina) é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg) da solução 1:1000, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Pode ser repetida a cada 5-15 minutos se os sintomas persistirem.

Por que a adrenalina é o tratamento de primeira linha para anafilaxia?

A adrenalina é o tratamento de primeira linha porque atua rapidamente em múltiplos receptores, causando vasoconstrição (aumenta a pressão arterial), broncodilatação (melhora a respiração), e reduz a liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os efeitos sistêmicos da anafilaxia.

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