SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Criança de cinco anos de idade chega ao pronto-socorro, trazido pelos pais, com quadro de desconforto respiratório, com retrações intercostal e subcostal. Segundo informações da mãe da criança, a mesma estava bem até apresentar erupções eritemato-papulosas, com prurido acentuado há cerca duas horas, associado a edema labial e dispneia. Nega quadro semelhante anteriormente e não sabe informar sobre fatores desencadeantes do quadro atual. Ao exame, criança apresentava-se irritada, taquidispneica, com tiragens intercostal e subcostal, hidratada, afebril, acianótica, com erupções eritemato-papulosas, de tamanhos variados e distribuídas por todo o corpo, além de edema labial. AC: normal; AP: MV normal, com sibilos difusos. Ausência de estridor. Sat de O2: 93% em ar ambiente. Assinale a alternativa que indica corretamente o diagnóstico altamente provável para o caso.
Anafilaxia pediátrica: 2 ou + sistemas envolvidos (pele, resp, GI, CV) após exposição → Epinefrina IM imediata.
O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseia-se na presença de sintomas agudos que afetam dois ou mais sistemas orgânicos após exposição a um alérgeno suspeito, ou hipotensão/sinais de choque. A intervenção mais crítica é a administração precoce de epinefrina intramuscular.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento e tratamento imediatos. É mais comum em crianças com histórico de alergias alimentares, picadas de insetos ou medicamentos. A prevalência tem aumentado globalmente, tornando seu manejo um conhecimento crucial para todos os profissionais de saúde, especialmente em ambientes de emergência. O diagnóstico é clínico e baseia-se na apresentação de sintomas agudos envolvendo dois ou mais sistemas orgânicos (cutâneo, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão súbita. Sinais como urticária, angioedema, sibilos, dispneia, vômitos e tontura são indicativos. A ausência de sintomas cutâneos não exclui o diagnóstico, e a rápida progressão é um alerta. O tratamento de primeira linha é a epinefrina intramuscular, que deve ser administrada sem demora. Medidas de suporte incluem oxigênio, fluidos intravenosos e, se necessário, broncodilatadores e anti-histamínicos, embora estes não substituam a epinefrina. A educação dos pais e a prescrição de autoinjetores de epinefrina são fundamentais para a prevenção de futuras reações graves e para garantir a segurança da criança.
Sinais de anafilaxia em crianças incluem urticária, angioedema (edema labial), dispneia, sibilos, vômitos, diarreia, hipotensão e alteração do nível de consciência, geralmente com início rápido após exposição a um alérgeno.
A epinefrina intramuscular é a primeira linha de tratamento para anafilaxia pediátrica, administrada imediatamente na face lateral da coxa. Medidas de suporte como oxigênio e fluidos intravenosos também são cruciais.
A anafilaxia geralmente envolve múltiplos sistemas (cutâneo, gastrointestinal, cardiovascular) além do respiratório, enquanto a crise asmática é predominantemente respiratória. A presença de urticária, angioedema ou hipotensão sugere anafilaxia.
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