HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Menino, 8 anos de idade e 25kg, em atendimento no pronto-socorro com queixa de desconforto respiratório e manchas vermelhas, pruriginosas, iniciadas hoje, após ter ingerido amendoim. Levado à sala de emergência, monitorizado, solicitado acesso venoso periférico e medida de pressão arterial. Na avaliação primária, apresenta estridor laríngeo no A: taquidispneia, tiragem intercostal, sibilos expiratórios e saturação periférica de O2 = 96% em ar ambiente; no B: frequência cardíaca = 132 batimentos/minuto, pressão arterial = 92 x 64 mmHg, perfusão periférica = 4 segundos; no C: escala de coma de Glasgow = 13 pontos, sem sinais meníngeos, com movimentação ativa, glicemia capilar = 96 mg/dL; no D: apresentando urticárias em tronco e face, com edema palpebral bilateral, afebril. O medicamento a ser administrado na sala de emergência para esta criança deve ser:
Anafilaxia pediátrica: Epinefrina 0,01 mg/kg (máx 0,5 mg) IM na face lateral da coxa é a primeira e mais importante medida.
A epinefrina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais eficaz para a anafilaxia em crianças, devendo ser administrada prontamente na dose de 0,01 mg/kg (máximo 0,5 mg) na face lateral da coxa, pois a via intravenosa é reservada para casos refratários e exige diluição e monitorização intensiva.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento e tratamento imediatos. Em crianças, as alergias alimentares são a principal causa, e a prontidão na intervenção é crucial para prevenir desfechos adversos. O tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia é a administração de epinefrina (adrenalina). A via preferencial é a intramuscular (IM) na face lateral da coxa, pois garante absorção rápida e eficaz. A dose é de 0,01 mg/kg da solução 1:1000, com dose máxima de 0,5 mg. A epinefrina atua revertendo a broncoconstrição, a vasodilatação e a permeabilidade vascular aumentadas. Outras medidas, como oxigênio, fluidos intravenosos, anti-histamínicos e corticoides, são adjuvantes e não substituem a epinefrina. A epinefrina intravenosa é reservada para situações de choque refratário ou parada cardíaca, exigindo diluição cuidadosa e monitorização intensiva devido ao risco de arritmias. O atraso na administração da epinefrina é um fator de risco para desfechos graves.
A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (1:1000), com dose máxima de 0,5 mg, administrada por via intramuscular na face lateral da coxa.
A epinefrina atua rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores inflamatórios, revertendo os sintomas cardiovasculares e respiratórios da anafilaxia.
A epinefrina intravenosa é reservada para casos de choque refratário à via intramuscular, parada cardiorrespiratória ou em pacientes com hipotensão grave, devendo ser administrada com diluição e monitorização cardíaca contínua.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo