SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Quanto ao tratamento agudo da anafilaxia em crianças; podemos dizer que são fundamentais ao tratamento, EXCETO:
Adrenalina IM é a 1ª linha na anafilaxia; glicocorticoides não são tratamento agudo.
A adrenalina intramuscular é a pedra angular do tratamento da anafilaxia, devendo ser administrada prontamente. Glicocorticoides e anti-histamínicos são adjuvantes, úteis para sintomas tardios ou prevenção de bifásica, mas não são a conduta inicial para salvar a vida.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que exige reconhecimento e tratamento imediatos. Em crianças, a etiologia mais comum são alimentos, insetos e medicamentos. O atraso no tratamento com adrenalina é a principal causa de morbimortalidade, tornando crucial a educação de profissionais e familiares. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a broncoespasmo, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e choque. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares ou gastrointestinais após exposição a um alérgeno. A adrenalina atua rapidamente revertendo esses efeitos, sendo o único tratamento que salva vidas. O manejo agudo da anafilaxia deve seguir um protocolo claro: administração imediata de adrenalina IM (dose 0,01 mg/kg, máx 0,5 mg), posicionamento adequado, oxigenoterapia, reposição volêmica com cristaloides e monitorização. Anti-histamínicos e glicocorticoides são adjuvantes, não substituindo a adrenalina. A observação hospitalar por 4-6 horas é recomendada devido ao risco de reações bifásicas.
A adrenalina intramuscular é a medicação mais importante e de primeira linha no tratamento da anafilaxia, devendo ser administrada imediatamente na face anterolateral da coxa.
Glicocorticoides têm um início de ação lento e não revertem os sintomas agudos e potencialmente fatais da anafilaxia, como broncoespasmo e hipotensão. Eles são adjuvantes para prevenir reações bifásicas ou tratar sintomas tardios.
Além da adrenalina, as medidas de suporte incluem posicionamento adequado (decúbito dorsal com membros elevados, ou sentado se dispneico), oxigenoterapia se hipoxemia, e reposição volêmica com cristaloides para combater o choque.
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