Anafilaxia Pediátrica: Adrenalina IM é a Prioridade

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

O médico, na unidade básica de urgência, atende a uma criança de 9 anos com relato de ter iniciado vômitos e manchas no corpo cerca de 30 minutos após a participação em uma festa de aniversário na escola. A professora não sabe informar detalhes. Ao exame, observa-se: REG, dispneia leve, corado, hidratada, afebril, acianótica; ACV: RCR 2T. FC: 120; PA: 80/50 mmHg, presença de sibilos difusos; placas urticariformes generalizadas. Sat de oxigênio: 94%. A prescrição imediata e essencial deve ser:

Alternativas

  1. A) anti-histamínico injetável, preferencialmente por via intravenosa.
  2. B) salbutamol inalatório com uso de espaçador e máscara.
  3. C) adrenalina aplicada por via intramuscular.
  4. D) corticoide, preferencialmente metilprednisolona, por via intravenosa.

Pérola Clínica

Anafilaxia com hipotensão e sibilos → Adrenalina IM imediata é a conduta essencial.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e de início rápido, que pode ser fatal. A presença de sintomas cutâneos (urticária), respiratórios (dispneia, sibilos) e cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) indica choque anafilático, e a adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e mais importante, devendo ser administrada sem demora.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno. Em crianças, as causas mais comuns incluem alimentos (amendoim, leite, ovos), picadas de insetos e medicamentos. A rápida identificação e tratamento são cruciais para prevenir desfechos graves. A importância clínica reside na necessidade de reconhecimento imediato dos sinais e sintomas, que podem progredir rapidamente. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, broncoespasmo e edema. Os sinais e sintomas incluem urticária, angioedema, dispneia, sibilos, estridor, hipotensão, taquicardia, dor abdominal e vômitos. A hipotensão e os sibilos difusos no caso clínico indicam um quadro grave de choque anafilático. A conduta imediata e essencial na anafilaxia é a administração de adrenalina por via intramuscular. A adrenalina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que promove vasoconstrição (revertendo a hipotensão), broncodilatação (aliviando o broncoespasmo) e inibição da liberação de mediadores inflamatórios. Outras medidas incluem manter as vias aéreas pérvias, oxigenoterapia, fluidoterapia intravenosa e, secundariamente, anti-histamínicos e corticoides, que não substituem a adrenalina.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para anafilaxia em crianças?

Anafilaxia é diagnosticada pela presença de sintomas agudos em dois ou mais sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada após exposição conhecida.

Por que a adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha na anafilaxia?

A adrenalina atua rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e estabilizador de mastócitos, revertendo a hipotensão, o broncoespasmo e o edema de vias aéreas, sendo o único medicamento que aborda todos os aspectos fisiopatológicos da anafilaxia.

Qual a dose e via de administração da adrenalina na anafilaxia pediátrica?

A dose recomendada é de 0,01 mg/kg de uma solução 1:1000 (1 mg/mL) por via intramuscular, com dose máxima de 0,5 mg, podendo ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário. A via intramuscular na face anterolateral da coxa é preferencial.

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