SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Paciente de 6 anos, foi à um aniversário infantil sem os responsáveis. 15 minutos após comer o bolo, apresentou placas urticariformes em todo corpo, edema de lábios e sialorreia. Paciente chega ao Pronto Atendimento trazido pelos pais do aniversariante, sem saber relatar história patológica pregressa e histórico de alergias. Ao monitorizar paciente, Pressão arterial normal para idade. Ao exame físico, sibilos esparsos, mantendo boa saturação. Qual a sua conduta imediata?
Anafilaxia (≥2 sistemas ou hipotensão após alérgeno) → Adrenalina IM imediata (vasto lateral).
O diagnóstico de anafilaxia é clínico e envolve o acometimento de dois ou mais sistemas (pele/mucosa e respiratório no caso). A adrenalina IM é a droga de escolha e deve ser administrada precocemente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, potencialmente fatal, mediada principalmente por IgE. Na pediatria, os gatilhos alimentares (leite, ovo, amendoim) são os mais comuns. O reconhecimento precoce é vital, pois a fatalidade costuma estar associada ao atraso na administração de epinefrina. O quadro clínico clássico envolve urticária e angioedema, mas a ausência de sinais cutâneos não exclui o diagnóstico em 10-20% dos casos. O tratamento de primeira linha é a adrenalina intramuscular. Corticosteroides e anti-histamínicos são medicações de segunda linha, úteis para prevenir reações bifásicas e controlar sintomas cutâneos, mas não substituem a adrenalina na fase aguda, pois não revertem o edema de glote nem o broncoespasmo grave.
O diagnóstico é clínico, baseado no início agudo de sintomas cutâneo-mucosos (urticária, angioedema) associado a pelo menos um dos seguintes: comprometimento respiratório (dispneia, sibilos, estridor), queda da pressão arterial ou disfunção orgânica, ou sintomas gastrointestinais persistentes. Em casos de exposição a alérgeno conhecido para o paciente, a hipotensão isolada já define o quadro.
A via intramuscular no músculo vasto lateral da coxa proporciona uma absorção mais rápida e atinge picos plasmáticos de adrenalina superiores e mais precoces do que a via subcutânea. Em situações de emergência como a anafilaxia, a velocidade de ação é crucial para prevenir a progressão para choque ou parada cardiorrespiratória.
A dose recomendada de adrenalina (1:1000) é de 0,01 mg/kg por via intramuscular, com dose máxima de 0,3 mg em crianças e 0,5 mg em adolescentes/adultos. A aplicação deve ser feita na face anterolateral da coxa. Se não houver resposta clínica satisfatória, a dose pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos.
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