Anafilaxia em Crianças: Diagnóstico e Manejo Urgente

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

Escolar, sexo masculino, com 5 anos de idade, estava brincando com seu irmão em uma casa de campo quando apresentou subitamente edema labial, tosse, rouquidão, dispneia e vômitos. O irmão adolescente refere que estavam perto de uma colmeia. No exame físico não existem lesões urticariformes. A pressão arterial estava normal. Identifica-se, na ausculta, alguns raros sibilos. Sobre essa condição, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o diagnóstico de anafilaxia é improvável pela ausência da hipotensão arterial.
  2. B) a ausência de urticária pode ocorrer em uma anafilaxia grave, potencialmente fatal.
  3. C) a primeira droga a ser administrada nessa situação é o broncodilatador por via inalatória.
  4. D) a dispneia e a ausculta pulmonar nessa situação caracterizam a crise asmática como grave.
  5. E) a primeira droga a ser administrada nessa situação deve ser a adrenalina por via subcutânea.

Pérola Clínica

Anafilaxia: pode ocorrer sem urticária ou hipotensão; adrenalina IM é a primeira droga, SEMPRE.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica grave, sistêmica e potencialmente fatal, que pode se manifestar sem a presença de urticária ou hipotensão. O diagnóstico é clínico e a adrenalina intramuscular é a droga de primeira escolha, devendo ser administrada prontamente.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal. Em crianças, é frequentemente desencadeada por alimentos, picadas de insetos ou medicamentos. O reconhecimento precoce e o tratamento imediato são cruciais para a sobrevida. É importante que profissionais de saúde estejam aptos a identificar os sinais e sintomas, que podem ser variados e nem sempre incluir as manifestações cutâneas clássicas. O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseia-se na presença de sintomas agudos que envolvem dois ou mais sistemas (pele/mucosas, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) após exposição a um alérgeno conhecido ou provável. É um erro comum esperar pela presença de urticária ou hipotensão para fazer o diagnóstico; manifestações respiratórias (dispneia, sibilos, rouquidão) e gastrointestinais (vômitos) podem ser as únicas presentes, e a ausência de hipotensão não descarta a gravidade. A adrenalina intramuscular é a droga de primeira escolha e deve ser administrada imediatamente na face anterolateral da coxa. Ela reverte a broncoconstrição, o edema de vias aéreas, a vasodilatação e a hipotensão, sendo o único tratamento que comprovadamente salva vidas na anafilaxia. Broncodilatadores inalatórios, anti-histamínicos e corticosteroides são terapias adjuvantes e não substituem a adrenalina.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para anafilaxia em crianças?

Anafilaxia é diagnosticada pela presença de sintomas agudos em dois ou mais sistemas (pele/mucosas, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada após exposição conhecida.

Por que a adrenalina intramuscular é a primeira escolha no tratamento da anafilaxia?

A adrenalina atua rapidamente revertendo a broncoconstrição, o edema de vias aéreas, a vasodilatação e a hipotensão, sendo o único medicamento que comprovadamente reduz a morbimortalidade na anafilaxia.

A ausência de urticária exclui o diagnóstico de anafilaxia?

Não, a ausência de urticária não exclui o diagnóstico de anafilaxia. Até 20% dos casos de anafilaxia grave podem não apresentar manifestações cutâneas, focando em sintomas respiratórios, cardiovasculares ou gastrointestinais.

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