Anafilaxia Pediátrica: Dose e Via da Adrenalina IM

SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024

Enunciado

Pré-escolar de 04 anos é levada a UPA referindo que após fazer uso de amoxicilina+clavulanato para tratamento de Otite Média Aguda, passou apresentar: inchaço nos lábios, boca, placas urticariforme por todo o corpo, dificuldade para respirar, estridor laríngeo, vômitos e sonolência intensa. Nesse caso o tratamento de imediato é:

Alternativas

  1. A) Administração rápida de adrenalina via IM na dosagem de 0,01mg/kg da solução 1:10000 no máximo 0,5mg/dose, podendo ser repetida por 2 a 3 vezes com intervalos de 5 a 15 minutos.
  2. B) Administração rápida de adrenalina via IM na dosagem de 0,01mg/kg da solução 1:1000 no máximo 0,5mg/dose, podendo ser repetida por 2 a 3 vezes com intervalos de 5 a 15 minutos.
  3. C) Administração rápida de adrenalina via EV na dosagem de 0,01mg/kg da solução 1:1000 no máximo 0,5mg/dose, podendo ser repetida por 2 a 3 vezes com intervalos de 5 a 15 minutos.
  4. D) Administração rápida de adrenalina via EV na dosagem de 0,02mg/kg da solução 1:10000 no máximo 0,5mg/dose, podendo ser repetida por 2 a 3 vezes com intervalos de 5 a 15 minutos.

Pérola Clínica

Anafilaxia pediátrica → Adrenalina IM 0,01mg/kg (solução 1:1000), máx 0,5mg/dose, repetir 5-15 min se necessário.

Resumo-Chave

A anafilaxia é uma reação alérgica grave e potencialmente fatal que requer tratamento imediato. A adrenalina intramuscular é a medicação de primeira linha e mais importante, devendo ser administrada rapidamente na dose correta para reverter os sintomas sistêmicos.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que requer reconhecimento e tratamento imediatos. Em crianças, as causas mais comuns incluem alimentos, picadas de insetos e medicamentos, como a amoxicilina+clavulanato. A rápida progressão dos sintomas respiratórios, cutâneos e cardiovasculares exige ação imediata. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos) por mastócitos e basófilos, levando a broncoconstrição, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e choque. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas em múltiplos sistemas após exposição a um alérgeno. O tratamento de escolha e mais importante é a administração de adrenalina por via intramuscular. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg da solução 1:1000 (1mg/mL), com dose máxima de 0,5 mg por aplicação, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário. Outras medidas incluem oxigenoterapia, fluidos IV e anti-histamínicos/corticosteroides como adjuvantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de anafilaxia em crianças?

Os sinais de anafilaxia em crianças incluem urticária, angioedema (inchaço de lábios, face), dificuldade respiratória (estridor, sibilos), vômitos, diarreia, hipotensão e sonolência ou alteração do nível de consciência, afetando múltiplos sistemas.

Por que a adrenalina é o tratamento de primeira linha na anafilaxia?

A adrenalina é o tratamento de primeira linha porque atua rapidamente como um agonista alfa e beta-adrenérgico, revertendo a broncoconstrição, o angioedema, a vasodilatação e a hipotensão, sendo crucial para salvar vidas.

Qual a diferença entre adrenalina 1:1000 e 1:10000?

A adrenalina 1:1000 (1mg/mL) é a concentração padrão para uso intramuscular em anafilaxia. A adrenalina 1:10000 (0,1mg/mL) é uma diluição mais fraca, geralmente reservada para uso intravenoso em situações de parada cardíaca ou choque refratário, e não para a via IM inicial na anafilaxia.

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