UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Homem, 20a, procura o Pronto Atendimento após ser ferroado por abelha há 10 minutos. Queixa-se de falta de ar, tontura e náuseas. Exame físico: vígil, orientado e ansioso. PA=88/42mmHg, FC=120bpm, FR=28irpm, oximetria de pulso=92% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sibilos expiratórios difusos. A CONDUTA IMEDIATA É:
Anafilaxia com hipotensão e broncoespasmo → Adrenalina IM imediata na face anterolateral da coxa.
O paciente apresenta sinais clássicos de anafilaxia grave (hipotensão, taquicardia, broncoespasmo, tontura, náuseas) após exposição a alérgeno. A conduta imediata e mais importante é a administração de adrenalina intramuscular.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a um alérgeno, como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. É caracterizada pela liberação maciça de mediadores inflamatórios, levando a sintomas como hipotensão, broncoespasmo, angioedema e urticária. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para a sobrevida do paciente. O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseado na presença de sintomas agudos que afetam dois ou mais sistemas orgânicos, ou na presença de hipotensão após exposição a um alérgeno conhecido. No caso apresentado, a hipotensão, taquicardia, broncoespasmo e tontura após ferroada de abelha configuram um quadro de anafilaxia grave, exigindo ação imediata. A conduta imediata e mais importante na anafilaxia é a administração de adrenalina intramuscular. A adrenalina é o único medicamento que pode reverter os efeitos fisiopatológicos da anafilaxia, agindo como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores. Outras medidas, como oxigenoterapia, fluidos intravenosos, anti-histamínicos e corticoides, são adjuvantes e não substituem a adrenalina.
Sinais de anafilaxia grave incluem hipotensão, taquicardia, broncoespasmo, angioedema, urticária generalizada, tontura, náuseas e vômitos, e alteração do nível de consciência.
A conduta imediata é a administração de adrenalina intramuscular na dose de 0,3-0,5 mg (0,3-0,5 mL da solução 1:1000) na face anterolateral da coxa, repetindo a cada 5-15 minutos se necessário.
A adrenalina é um agonista alfa e beta-adrenérgico que reverte a vasodilatação e o broncoespasmo, aumenta a pressão arterial e a contratilidade miocárdica, sendo o único medicamento que atua em todos os sistemas afetados pela anafilaxia.
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