UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Andressa, 13 anos, é levada ao pronto-socorro devido a quadro agudo de urticária generalizada, edema labial e bipalpebral, dor abdominal em cólicas, vômitos e diarreia após picada de abelha. No exame físico: AR: MV+ AHT, SRA. FR: 26 ipm; ACV: RCR 2T, sem sopros, FC: 150 bpm, TPC: 4 seg, PA: 80:50 mmHg. Assinale a alternativa CORRETA.
Anafilaxia grave → Adrenalina IM é 1ª linha. Observação 4-12h pós-estabilização devido a reações bifásicas.
A anafilaxia é uma emergência médica que requer reconhecimento rápido e tratamento imediato com adrenalina intramuscular. A presença de hipotensão, taquicardia e tempo de preenchimento capilar prolongado indica gravidade. A observação prolongada é crucial para monitorar possíveis reações bifásicas, que podem ocorrer horas após a resolução inicial dos sintomas.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após exposição a alérgenos como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. É crucial para o residente reconhecer prontamente os sinais de gravidade, como comprometimento respiratório, cardiovascular (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinal, para iniciar o tratamento adequado e evitar desfechos adversos. A epidemiologia mostra que a incidência de anafilaxia está aumentando, tornando seu manejo um conhecimento fundamental na prática médica. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e outros sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nos sintomas. A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha, atuando como agonista alfa e beta-adrenérgico para reverter a vasodilatação, o broncoespasmo e o edema. A dose e a via de administração são cruciais, sendo a via intramuscular preferencial na maioria dos casos. Após a estabilização inicial, o paciente deve ser monitorado de perto por um período prolongado (4 a 12 horas) devido ao risco de reações bifásicas, que podem ocorrer em até 20% dos casos. O tratamento de suporte inclui oxigenoterapia, fluidos intravenosos e, em alguns casos, anti-histamínicos e corticosteroides como adjuvantes. A educação do paciente sobre como evitar alérgenos e o uso de autoinjetores de adrenalina são importantes para a prevenção de futuras reações.
Sinais de anafilaxia grave em crianças incluem hipotensão (PA 80/50 mmHg), taquicardia (FC 150 bpm), tempo de preenchimento capilar prolongado (>2 segundos), desconforto respiratório (SRA, FR 26 ipm) e sintomas gastrointestinais intensos como dor abdominal, vômitos e diarreia.
A conduta inicial mais importante é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular (IM) na face lateral da coxa. Outras medidas incluem posicionamento adequado, oxigênio e fluidos intravenosos, mas a adrenalina é a pedra angular do tratamento.
A observação é necessária devido ao risco de reações anafiláticas bifásicas, que são recorrências dos sintomas horas após a resolução inicial, mesmo sem nova exposição ao alérgeno. Este período de observação geralmente varia de 4 a 12 horas, dependendo da gravidade e resposta inicial.
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