Anafilaxia Grave: Manejo da Via Aérea e Intubação

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 27 anos, é trazida ao pronto-socorro após uma reação alérgica severa com exposição a amendoins. Ela apresenta edema de glote, dificuldade respiratória e hipotensão. A administração inicial de epinefrina foi realizada no local pelo serviço de emergência. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo desta paciente?

Alternativas

  1. A) Cricotireoidostomia.
  2. B) Alta com prescrição de anti-histamínico e acompanhamento ambulatorial.
  3. C) Intubação orotraqueal induzida com etomidato.
  4. D) Transferência imediata para a unidade de terapia intensiva para monitoramento contínuo.

Pérola Clínica

Anafilaxia com via aérea comprometida (edema glote) e hipotensão → intubação orotraqueal após epinefrina.

Resumo-Chave

Em anafilaxia grave com comprometimento da via aérea superior (edema de glote) e instabilidade hemodinâmica, a intubação orotraqueal é crucial para garantir a permeabilidade da via aérea, mesmo após a administração inicial de epinefrina.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode levar a comprometimento respiratório e circulatório. É crucial reconhecer rapidamente os sinais de gravidade, como edema de glote, estridor, broncoespasmo, hipotensão e choque, para instituir o tratamento adequado. A epinefrina intramuscular é a pedra angular do tratamento, devendo ser administrada precocemente. No entanto, em casos de anafilaxia grave com comprometimento progressivo da via aérea superior, como edema de glote significativo que não responde prontamente à epinefrina, a intubação orotraqueal torna-se o próximo passo essencial para assegurar a permeabilidade da via aérea e prevenir a asfixia. A escolha do agente indutor, como o etomidato, é importante para minimizar o impacto hemodinâmico em pacientes já hipotensos. A cricotireoidostomia é uma alternativa de emergência para situações de falha da intubação, quando a via aérea não pode ser estabelecida por métodos convencionais. A alta precoce ou a simples transferência para UTI sem estabilização da via aérea são condutas inadequadas para um paciente com risco iminente de obstrução. O manejo da anafilaxia exige uma abordagem sistemática e rápida para salvar a vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de comprometimento grave da via aérea na anafilaxia?

Sinais incluem estridor, rouquidão, disfonia, edema de glote visível ou palpável, e dificuldade respiratória progressiva, indicando a necessidade de intervenção imediata.

Por que a intubação orotraqueal é o próximo passo após a epinefrina em anafilaxia grave?

A epinefrina é a primeira linha, mas se o edema de glote e a dificuldade respiratória persistirem ou piorarem, a intubação é necessária para garantir a oxigenação e ventilação adequadas, prevenindo a falha respiratória.

Quando a cricotireoidostomia é considerada na anafilaxia?

A cricotireoidostomia é uma medida de resgate para situações de 'não intubo, não ventilo', ou seja, quando a intubação orotraqueal falha e a via aérea não pode ser estabelecida por outros meios.

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