PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Paciente de 31 anos é trazido à sala de emergência menos de uma hora após quadro súbito iniciado durante exercício de corrida. Segundo o amigo que o acompanhava, ele apresentou mal-estar que o obrigou a parar o exercício: tontura e fraqueza geral (não conseguia ficar de pé), dispneia, cefaleia, dor abdominal e "calombos com coceira" na pele. Minutos antes, o paciente havia sido picado por um inseto, "uma abelha, talvez", mas continuou correndo sem problemas. Não havia antecedentes de doença, mas algumas horas mais cedo, no trabalho, havia feito uso de ibuprofeno para alívio de dor de cabeça. Ao exame, o paciente apresenta-se confuso, sudorético, hipotenso, taquicárdico, taquipneico, com sibilos difusos à ausculta do tórax e com placas eritematosas visíveis no tronco. Com relação ao caso clínico acima, assinale a consideração CORRETA:
Anafilaxia: picada inseto + exercício + AINEs = co-fatores para reação grave.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal. Fatores como exercício físico e uso de AINEs (ibuprofeno) podem atuar como co-fatores, diminuindo o limiar para a reação ou exacerbando sua gravidade, mesmo em casos de exposição a alérgenos conhecidos como picadas de insetos.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada por início rápido e comprometimento de múltiplos sistemas. Sua prevalência tem aumentado, sendo uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir desfechos graves. A compreensão dos gatilhos e co-fatores é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, geralmente após exposição a um alérgeno. No entanto, fatores como exercício físico, uso de AINEs, álcool e estresse podem atuar como co-fatores, exacerbando a resposta ou diminuindo o limiar para a reação, mesmo em exposições a alérgenos que, isoladamente, não causariam anafilaxia grave. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação súbita de sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares e/ou gastrointestinais. O tratamento da anafilaxia é primariamente com adrenalina intramuscular, que deve ser administrada prontamente. Outras medidas incluem suporte ventilatório e hemodinâmico, oxigenoterapia, fluidos intravenosos e, em alguns casos, anti-histamínicos e corticosteroides como terapias adjuvantes. A identificação e evitação dos gatilhos e co-fatores são essenciais para a prevenção de futuros episódios, sendo um ponto chave para a educação do paciente e para a prática clínica do residente.
A anafilaxia manifesta-se com urticária, angioedema, dispneia, sibilância, hipotensão, taquicardia, tontura, dor abdominal e confusão mental, refletindo o comprometimento de múltiplos sistemas.
A conduta inicial e mais crucial é a administração intramuscular de adrenalina (epinefrina) na face anterolateral da coxa, além de garantir a permeabilidade das vias aéreas e suporte hemodinâmico.
Exercício físico e AINEs (como ibuprofeno) podem atuar como co-fatores, diminuindo o limiar de ativação mastocitária e basofílica, ou exacerbando a liberação de mediadores, tornando a reação anafilática mais grave.
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