SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Aproximadamente 20 minutos após ingerir amendoim, uma criança de 8 anos de idade começou a apresentar placas urticariformes difusas, com edema em lábios e na região periorbitária. Os pais imediatamente procuraram atendimento no pronto-socorro mais próximo. A caminho, a paciente teve um episódio de vômito e cólicas abdominais intensas. Ao chegar à unidade de saúde, o plantonista constatou taquicardia, pressão arterial normal para a idade, pulsos amplos, boa perfusão capilar periférica, discreto esforço respiratório com presença de alguns sibilos e SatO2 = 96%. Acerca desse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Anafilaxia = envolvimento de ≥2 sistemas OU hipotensão. Adrenalina IM é 1ª linha, mesmo com PA normal.
Anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada pelo envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos (pele, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) ou hipotensão. A presença de urticária, angioedema, sintomas gastrointestinais e respiratórios (sibilos) confirma o diagnóstico, mesmo com pressão arterial normal. A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e deve ser administrada imediatamente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após a exposição a alérgenos como alimentos, medicamentos, picadas de insetos ou látex. É caracterizada pela liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina, que levam a uma cascata de eventos envolvendo múltiplos sistemas orgânicos. A prevalência tem aumentado, especialmente em crianças, e o amendoim é um dos gatilhos alimentares mais comuns. O diagnóstico de anafilaxia é clínico e não requer exames laboratoriais. É feito quando há envolvimento agudo de dois ou mais sistemas (ex: pele/mucosas com urticária/angioedema, respiratório com sibilos/dispneia, gastrointestinal com vômitos/cólicas, cardiovascular com taquicardia/hipotensão) ou hipotensão isolada. É crucial reconhecer que a pressão arterial pode estar normal ou até elevada no início, especialmente em crianças, e sua normalidade não exclui o diagnóstico de anafilaxia grave. O tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular na face anterolateral da coxa. A adrenalina reverte a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema, sendo vital para a sobrevida do paciente. Anti-histamínicos e corticoides são adjuvantes, mas não substituem a adrenalina. Pacientes com anafilaxia devem ser monitorizados por um período prolongado devido ao risco de reações bifásicas.
O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseia-se na presença de sintomas agudos que afetam dois ou mais sistemas orgânicos (ex: pele/mucosas, respiratório, gastrointestinal, cardiovascular) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão isolada.
A adrenalina é o tratamento de primeira linha porque atua rapidamente como vasoconstritor, broncodilatador e inotrópico, revertendo os efeitos da liberação de mediadores inflamatórios, como hipotensão, broncoespasmo e angioedema, sendo potencialmente salvadora.
Reações bifásicas ocorrem em uma minoria dos casos, geralmente 1 a 72 horas após a resolução dos sintomas iniciais, e podem ser imprevisíveis. Não há sinais de alerta específicos, mas a observação prolongada e a educação do paciente sobre os sintomas são cruciais.
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