SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Anafilaxia é uma condição clínica imunoalérgica súbita apresentada por alguns indivíduos quando expostos a determinados alimentos, medicamentos, picada de insetos e fatores físicos e que pode acarretar situação ameaçadora para a vida. Acerca da anafilaxia, é correto afirmar:
Anafilaxia: Reação alérgica grave multissistêmica. Epinefrina IM é 1ª linha.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, com múltiplas causas, incluindo alimentos, medicamentos e picadas de insetos. O tratamento de primeira linha é a epinefrina intramuscular, que deve ser administrada prontamente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que ocorre após a exposição a um alérgeno ou outro gatilho. É caracterizada por um rápido desenvolvimento de sinais e sintomas que afetam múltiplos sistemas orgânicos, sendo crucial o reconhecimento precoce e a intervenção imediata para evitar desfechos graves. A prevalência tem aumentado globalmente, e é uma emergência médica que todo profissional de saúde deve estar apto a manejar. A fisiopatologia da anafilaxia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios, como histamina e leucotrienos, de mastócitos e basófilos, geralmente mediada por IgE. Isso leva a vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoespasmo e contração da musculatura lisa. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir urticária, angioedema, broncoespasmo, hipotensão, taquicardia, dor abdominal e vômitos. Pacientes com asma pré-existente têm maior risco de anafilaxia grave e fatal. O tratamento de primeira linha e mais importante para a anafilaxia é a administração imediata de epinefrina (adrenalina) por via intramuscular, na face anterolateral da coxa. Outras medidas de suporte incluem oxigenoterapia, reposição volêmica com cristaloides, anti-histamínicos e corticosteroides (como adjuvantes), e monitorização cardiorrespiratória. A identificação e evitação do gatilho são fundamentais para a prevenção de futuros episódios.
A anafilaxia pode apresentar manifestações cutâneas (urticária, angioedema, eritema), respiratórias (dispneia, sibilância, estridor), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia, choque) e gastrointestinais (dor abdominal, vômitos, diarreia).
O tratamento de primeira linha é a epinefrina (adrenalina) intramuscular, administrada na face anterolateral da coxa. A dose deve ser repetida a cada 5-15 minutos se não houver melhora clínica.
As causas mais comuns incluem alimentos (oleaginosas, leite, ovos), medicamentos (antibióticos como penicilinas, AINEs como AAS), picadas de insetos (abelhas, vespas, formigas), látex e, menos frequentemente, contrastes radiológicos e hemoderivados.
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