SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
A anafilaxia é definida como uma reação multissistêmica grave de início agudo e potencialmente fatal. Os sintomas mais frequentes são:
Anafilaxia: manifestações cutâneas (urticária, angioedema) são as mais frequentes e precoces, presentes em 80-90% dos casos.
Embora a anafilaxia seja uma reação multissistêmica, as manifestações cutâneas como urticária e angioedema são os sintomas mais comumente observados, ocorrendo na vasta maioria dos pacientes. Elas podem ser acompanhadas por sintomas respiratórios, cardiovasculares e gastrointestinais.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início agudo e potencialmente fatal, que resulta da liberação rápida de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos. É crucial para o residente reconhecer prontamente os sinais e sintomas para instituir o tratamento adequado, que é a adrenalina intramuscular. A prevalência da anafilaxia tem aumentado, e a identificação precoce é um fator determinante para o prognóstico. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por IgE (na maioria dos casos) ou não-IgE, que leva à degranulação maciça de mastócitos e basófilos. A liberação de histamina, leucotrienos e outras citocinas causa vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa gastrointestinal. As manifestações clínicas podem ser variadas, mas as cutâneas são as mais frequentes, seguidas pelas respiratórias e cardiovasculares. O tratamento da anafilaxia é uma emergência médica. A adrenalina intramuscular é a primeira linha de tratamento e deve ser administrada sem demora. Medidas de suporte, como oxigenoterapia, fluidos intravenosos e broncodilatadores, também são importantes. O conhecimento dos sintomas mais frequentes e a prontidão na intervenção são essenciais para salvar vidas e evitar complicações graves, como o choque anafilático.
O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseado na presença de sintomas agudos que envolvem dois ou mais sistemas orgânicos (pele/mucosas, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal) após exposição a um alérgeno, ou hipotensão após exposição a um alérgeno conhecido.
As manifestações cutâneas, como urticária e angioedema, são extremamente comuns porque a pele é rica em mastócitos, células que liberam mediadores inflamatórios como histamina em resposta à reação alérgica, causando vasodilatação e extravasamento de plasma.
Além da pele, o sistema respiratório pode apresentar dispneia, sibilos e tosse; o cardiovascular, hipotensão, taquicardia e síncope; e o gastrointestinal, náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia. O edema de laringe é uma complicação respiratória grave.
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