UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Paciente Ana, 20 anos, é trazida às pressas a unidade básica de saúde, por sua mãe, com quadro de dispneia moderada, tosse, broncoespasmo, edema em face, mal-estar e náuseas iniciado poucos minutos após ser picada por abelha. A paciente refere ser alérgica à picada de abelha e já foi hospitalizada, anteriormente, consequente a quadro semelhante. Nega outras doenças de base, bem como alergia a medicações. Suspeitando-se de uma reação anafilática, marque a alternativa correta.
Anafilaxia → Epinefrina IM (não SC) é 1ª linha; priorizar oxigenação e perfusão de órgãos vitais.
A anafilaxia é uma emergência médica grave que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato. A epinefrina é a medicação de escolha, atuando como vasoconstritor, broncodilatador e inibidor da liberação de mediadores inflamatórios. A via intramuscular é preferível pela absorção mais rápida e eficaz.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após exposição a alérgenos como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. É crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem prontamente seus sinais e sintomas, que incluem manifestações cutâneas (urticária, angioedema), respiratórias (dispneia, broncoespasmo), cardiovasculares (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinais. A rápida identificação e intervenção são determinantes para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios (histamina, leucotrienos, triptase) por mastócitos e basófilos, resultando em vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, broncoconstrição e espasmo da musculatura lisa. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e no aparecimento súbito de sintomas em múltiplos sistemas. A suspeita deve ser alta em pacientes com história prévia de reações alérgicas graves. O tratamento da anafilaxia é uma emergência e a epinefrina (adrenalina) é a droga de escolha, devendo ser administrada imediatamente por via intramuscular (IM) na coxa anterolateral. Embora a alternativa da questão mencione a via subcutânea, a via IM é a mais recomendada pelas diretrizes atuais devido à sua absorção mais rápida e eficaz. Medidas de suporte incluem oxigenoterapia, fluidos intravenosos para combater a hipotensão e, como adjuvantes, anti-histamínicos e corticosteroides. O paciente deve ser monitorado e encaminhado para um serviço de emergência para observação e manejo de possíveis reações bifásicas.
Os sinais incluem dispneia, broncoespasmo, edema de face/lábios/língua, urticária, hipotensão, taquicardia, náuseas, vômitos e mal-estar. A progressão rápida desses sintomas indica gravidade.
A conduta inicial é garantir a via aérea, oxigenação e administrar epinefrina (adrenalina) intramuscular na coxa anterolateral. Fluidos intravenosos e anti-histamínicos/corticosteroides são adjuvantes.
A epinefrina atua em receptores alfa e beta-adrenérgicos, promovendo vasoconstrição (aumenta pressão arterial), broncodilatação (melhora respiração) e reduzindo a liberação de mediadores inflamatórios, revertendo rapidamente os efeitos da anafilaxia.
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