Amputação de Chopart: Técnica e Indicações na Cirurgia

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

A técnica operatória das amputações de membros inferiores, a desarticulação entre o calcâneo e o tálus chama-se:

Alternativas

  1. A) operação de Lisfranc.
  2. B) operação de Syme.
  3. C) amputação de Boyd.
  4. D) operação de Chopart. E) amputação de Bonna-Jäger.

Pérola Clínica

Chopart = Desarticulação entre calcâneo/tálus e cuboide/navicular (mediotarsal).

Resumo-Chave

A amputação de Chopart preserva o retropé (tálus e calcâneo), mas frequentemente resulta em deformidade em equino devido ao desequilíbrio entre o tendão de Aquiles e os dorsiflexores perdidos.

Contexto Educacional

As amputações do pé são classificadas de acordo com o nível anatômico da desarticulação ou osteotomia. A preservação do comprimento do membro é crucial para a biomecânica da marcha, mas o equilíbrio muscular é igualmente importante para a viabilidade do coto. A técnica de Chopart, descrita por François Chopart, é uma ferramenta valiosa em casos de trauma ou gangrena limitada ao antepé, embora exija frequentemente procedimentos adicionais, como o alongamento do tendão de Aquiles ou transferências tendinosas, para evitar o equinismo residual e garantir um coto estável.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre as amputações de Chopart e Lisfranc?

A amputação de Lisfranc ocorre na articulação tarsometatarsal, ou seja, entre os ossos do tarso (cuneiformes e cuboide) e as bases dos metatarsos. Já a amputação de Chopart é uma desarticulação mediotarsal, ocorrendo entre o tálus e o navicular, e entre o calcâneo e o cuboide. Portanto, a de Chopart é mais proximal, preservando apenas o tálus e o calcâneo no pé.

Quais as complicações biomecânicas da amputação de Chopart?

A complicação mais comum é a deformidade em equino-varo. Isso ocorre porque a inserção dos músculos dorsiflexores (como o tibial anterior) é perdida na desarticulação, enquanto o tendão de Aquiles permanece inserido no calcâneo, exercendo uma força de flexão plantar sem oposição. Isso pode levar a úlceras de pressão na região distal do coto e grande dificuldade na protetização.

O que caracteriza a amputação de Syme?

A amputação de Syme é uma desarticulação do tornozelo com a remoção dos maléolos tibial e fibular. O diferencial é que o coxim gorduroso do calcanhar é preservado e fixado à extremidade distal da tíbia para permitir o apoio terminal. É considerada uma amputação funcional, pois permite o apoio direto do coto no solo para pequenas distâncias sem prótese.

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