Amniorrexe Prematura a Termo: Diagnóstico e Conduta

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

W.L.C, 24 anos, G2P1nA0, idade gestacional de 36 semanas pelo US precoce, dá entrada na emergência com o seguinte quadro clínico: sinais vitais estáveis, altura uterina: 33cm, BCF:136bpm, presença de contrações uterinas. Ao exame especular, detectou-se: saída ativa de líquido claro sem grumos pelo orifício externo do colo e toque vaginal com colo apagado 80%, pérvio para 2 cm, cefálico, bolsa rota. Nesse caso, o provável diagnóstico e a conduta adequada são:

Alternativas

  1. A) Trabalho de parto prematuro; cesárea.
  2. B) Amniorrexe prematura; cesárea.
  3. C) Trabalho de parto prematuro; conduta expectante (aguardar evolução para parto vaginal).
  4. D) Amniorrexe prematura; conduta expectante (aguardar evolução para trabalho de parto e parto vaginal).
  5. E) Amniorrexe prematura; necessário o uso de tocolíticos e corticoterapia.

Pérola Clínica

Amniorrexe prematura a termo (≥37s): Conduta expectante, aguardar TP espontâneo.

Resumo-Chave

Em gestantes a termo (≥37 semanas) com amniorrexe prematura (bolsa rota antes do início do trabalho de parto), a conduta inicial é expectante, aguardando o início espontâneo do trabalho de parto, que ocorre na maioria dos casos em até 24 horas. A indução pode ser considerada se o trabalho de parto não iniciar.

Contexto Educacional

A amniorrexe prematura (AP) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações a termo (≥ 37 semanas), é denominada amniorrexe prematura a termo. Esta condição é relativamente comum, afetando cerca de 8-10% das gestações a termo, e é um evento que precede o trabalho de parto em muitos casos. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais para a segurança materno-fetal. O diagnóstico da AP é clínico, baseado na história de perda de líquido vaginal e confirmado pelo exame especular, que revela a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical. Testes complementares como o teste da nitrazina (pH alcalino) e o teste de cristalização (sinal de folha de samambaia) podem auxiliar. Uma vez diagnosticada a AP a termo, a conduta inicial é geralmente expectante, pois a maioria das mulheres entrará em trabalho de parto espontaneamente dentro de 12 a 24 horas. A conduta expectante envolve monitorização fetal (cardiotocografia) e avaliação de sinais de infecção materna (febre, taquicardia, dor uterina). Se o trabalho de parto não iniciar espontaneamente após um período razoável (geralmente 12-24 horas), a indução do parto pode ser considerada para reduzir o risco de corioamnionite. A cesariana é reservada para indicações obstétricas específicas, não sendo a conduta de rotina para AP a termo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da amniorrexe prematura?

O principal sinal é a saída de líquido claro, sem grumos, pela vagina, que pode ser contínua ou intermitente. O diagnóstico é confirmado por exame especular (visualização do líquido no orifício cervical) e testes complementares (nitrazina, cristalização).

Qual a conduta inicial na amniorrexe prematura em gestante a termo?

A conduta inicial é expectante, com monitorização materno-fetal, aguardando o início espontâneo do trabalho de parto, que ocorre em até 24 horas na maioria dos casos. A indução pode ser considerada se o trabalho de parto não iniciar.

Quais são os riscos da amniorrexe prematura para a mãe e o feto?

Os principais riscos são infecção intra-amniótica (corioamnionite) e prolapso de cordão umbilical. Em gestações pré-termo, adicionam-se os riscos de prematuridade.

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