FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Em casos de amniorrexe prematura, é possível afirmar que:
RPMO: ATB para latência, corticoide para maturação pulmonar. Tocólise geralmente contraindicada.
Na amniorrexe prematura (RPMO), a conduta expectante é comum em idades gestacionais pré-termo, com antibioticoterapia para prolongar a latência e corticoterapia para maturação pulmonar fetal. O término da gestação não é *sempre* indicado, e a antibioticoterapia é crucial.
A amniorrexe prematura (RPMO), ou rotura prematura de membranas pré-termo, é a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto e antes de 37 semanas de gestação. É uma complicação comum, afetando cerca de 3% das gestações, e é responsável por aproximadamente um terço dos partos prematuros. A importância clínica reside no risco aumentado de infecção (corioamnionite), compressão de cordão, descolamento prematuro de placenta e prematuridade. A fisiopatologia da RPMO envolve múltiplos fatores, incluindo infecções subclínicas, inflamação, deficiência de colágeno e estresse mecânico. O diagnóstico é clínico, com a visualização do líquido amniótico fluindo pelo colo, e pode ser confirmado por testes como o teste de nitrazina ou fern test. O manejo depende da idade gestacional e da presença de infecção. Em gestações entre 24 e 34 semanas, a conduta é geralmente expectante, com monitoramento rigoroso. A antibioticoterapia é crucial para prolongar a latência e prevenir infecções. A corticoterapia é administrada para acelerar a maturação pulmonar fetal. A tocólise é controversa e geralmente evitada, exceto para permitir a ação dos corticoides. Em gestações a termo ou com sinais de infecção (corioamnionite), o parto é a conduta indicada. A afirmação de que a antibioticoterapia não é necessária e o término da gestação sempre será indicado é **incorreta**, pois a conduta expectante com antibióticos é padrão em muitas situações de RPMO pré-termo.
A antibioticoterapia profilática é essencial para prolongar o período de latência (tempo entre a rotura e o parto) e reduzir o risco de infecção materna (corioamnionite) e neonatal (sepse).
A corticoterapia para maturação pulmonar fetal é indicada em gestações entre 24 e 34 semanas, para reduzir a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal.
A tocólise geralmente não é recomendada na RPMO, exceto por um curto período (até 48 horas) para permitir a administração e ação dos corticoides, se não houver sinais de infecção ou trabalho de parto avançado.
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