UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Em relação à amniorrexe prematura e a sua importância no contexto da prematuridade, assinale a CORRETA.
Amniorrexe prematura = ruptura das membranas ovulares ANTES do início do trabalho de parto.
A amniorrexe prematura (ou rotura prematura de membranas - RPM) é definida como a ruptura espontânea das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, independentemente da idade gestacional. É um fator de risco significativo para prematuridade e suas complicações.
A amniorrexe prematura, também conhecida como rotura prematura de membranas (RPM), é definida como a ruptura espontânea das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. Este evento pode ocorrer em qualquer idade gestacional, mas é particularmente preocupante quando acontece antes das 37 semanas, sendo uma das principais causas de parto prematuro e suas complicações associadas, como sepse neonatal e síndrome do desconforto respiratório. O diagnóstico é fundamentalmente clínico, pela história de perda de líquido via vaginal e pela visualização direta do líquido amniótico no exame especular. Testes auxiliares como o teste de nitrazina (que detecta pH alcalino) e o teste de cristalização (sinal de samambaia) podem confirmar a presença de líquido amniótico. A avaliação ultrassonográfica é importante para estimar o volume de líquido amniótico, mas não é imprescindível para o diagnóstico da ruptura em si. O manejo da amniorrexe prematura varia conforme a idade gestacional e a presença de infecção. Em gestações pré-termo, a conduta expectante pode ser adotada, com antibioticoterapia profilática para prolongar o período de latência e reduzir o risco de corioamnionite, além de corticoterapia para acelerar a maturação pulmonar fetal. O período de latência (tempo entre a ruptura e o parto) é inversamente proporcional à idade gestacional, ou seja, quanto mais precoce a ruptura, maior a chance de um período de latência mais longo. A conduta conservadora é geralmente evitada após 34-36 semanas, quando os riscos da prematuridade são menores que os riscos de infecção.
O diagnóstico é primariamente clínico, com a visualização de líquido amniótico fluindo pelo orifício cervical. Testes complementares incluem teste de nitrazina (pH alcalino), teste de cristalização (sinal de samambaia) e, em casos duvidosos, injeção de índigo carmim.
As principais complicações são o trabalho de parto prematuro, corioamnionite (infecção intra-amniótica), prolapso de cordão umbilical, descolamento prematuro de placenta e, em gestações muito precoces, hipoplasia pulmonar fetal e deformidades musculoesqueléticas.
A conduta depende da idade gestacional. Em gestações a termo, a indução do parto é geralmente recomendada. Em gestações pré-termo, pode-se optar por conduta expectante com antibioticoterapia profilática, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e monitorização para sinais de infecção.
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