SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Sobre Amniorrexe prematura, podemos AFIRMAR:
Amniorrexe prematura antes de 36 semanas pode ter conduta expectante, com monitorização e profilaxia.
A amniorrexe prematura (RPM) antes de 36 semanas de gestação permite, em muitos casos, uma conduta expectante. Esta abordagem visa prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal e reduzir a morbimortalidade neonatal, sempre com monitoramento rigoroso e profilaxia de infecções.
A amniorrexe prematura (RPM), ou rotura prematura de membranas, é uma complicação obstétrica comum, definida como a rotura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é denominada RPM pré-termo e está associada a um aumento da morbimortalidade materna e perinatal, principalmente devido a prematuridade e infecção. A conduta na RPM depende crucialmente da idade gestacional. Em gestações a termo (≥ 37 semanas), a conduta geralmente é a indução do trabalho de parto. No entanto, em gestações pré-termo (especialmente entre 24 e 36 semanas), a conduta expectante pode ser adotada para prolongar a gestação, permitindo a maturação pulmonar fetal e reduzindo as complicações da prematuridade. Essa conduta exige monitoramento rigoroso para sinais de infecção e sofrimento fetal. Durante a conduta expectante, são administrados antibióticos para profilaxia de infecção (aumentando o período de latência), corticoides para maturação pulmonar fetal (entre 24 e 34 semanas, ou até 36+6 em alguns casos), e monitorização fetal e materna. A tocólise é controversa e geralmente não é indicada rotineiramente, especialmente após 34 semanas, pois pode mascarar sinais de infecção. A via de parto é determinada por indicações obstétricas habituais, não sendo a cesariana a via preferencial apenas pela RPM.
É a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. Quando ocorre antes de 37 semanas, é chamada de RPM pré-termo.
Os principais riscos são infecção intra-amniótica (corioamnionite), descolamento prematuro de placenta, prolapso de cordão umbilical e oligodrâmnio, que pode levar a hipoplasia pulmonar fetal em casos muito precoces.
Corticoides para maturação pulmonar fetal são indicados em gestações entre 24 e 34 semanas, e podem ser considerados até 36 semanas e 6 dias em algumas situações, para reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório.
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