Amniorrexe Prematura: Conduta Expectante e Manejo Clínico

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021

Enunciado

Sobre Amniorrexe prematura, podemos AFIRMAR:

Alternativas

  1. A) É definida como a rotura da bolsa amniótica antes de 40 semanas de gestação independente do início do trabalho de parto.
  2. B) Pode ser adotada a conduta expectante quando acontece antes de 36 semanas de gestação.
  3. C) Quando acontece antes de 23 semanas de gestação deve ser realizada administração de corticóide para maturação pulmonar fetal.
  4. D) Deve sempre ser feito tocólise com Nifedipina, mesmo após 36 semanas e uso do antibiótico para aumentar o período de latência.
  5. E) A via de parto indicada será sempre a cesariana devido risco de infecção intra-uterina.

Pérola Clínica

Amniorrexe prematura antes de 36 semanas pode ter conduta expectante, com monitorização e profilaxia.

Resumo-Chave

A amniorrexe prematura (RPM) antes de 36 semanas de gestação permite, em muitos casos, uma conduta expectante. Esta abordagem visa prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal e reduzir a morbimortalidade neonatal, sempre com monitoramento rigoroso e profilaxia de infecções.

Contexto Educacional

A amniorrexe prematura (RPM), ou rotura prematura de membranas, é uma complicação obstétrica comum, definida como a rotura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é denominada RPM pré-termo e está associada a um aumento da morbimortalidade materna e perinatal, principalmente devido a prematuridade e infecção. A conduta na RPM depende crucialmente da idade gestacional. Em gestações a termo (≥ 37 semanas), a conduta geralmente é a indução do trabalho de parto. No entanto, em gestações pré-termo (especialmente entre 24 e 36 semanas), a conduta expectante pode ser adotada para prolongar a gestação, permitindo a maturação pulmonar fetal e reduzindo as complicações da prematuridade. Essa conduta exige monitoramento rigoroso para sinais de infecção e sofrimento fetal. Durante a conduta expectante, são administrados antibióticos para profilaxia de infecção (aumentando o período de latência), corticoides para maturação pulmonar fetal (entre 24 e 34 semanas, ou até 36+6 em alguns casos), e monitorização fetal e materna. A tocólise é controversa e geralmente não é indicada rotineiramente, especialmente após 34 semanas, pois pode mascarar sinais de infecção. A via de parto é determinada por indicações obstétricas habituais, não sendo a cesariana a via preferencial apenas pela RPM.

Perguntas Frequentes

Como é definida a amniorrexe prematura (RPM)?

É a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. Quando ocorre antes de 37 semanas, é chamada de RPM pré-termo.

Quais são os riscos da conduta expectante na RPM?

Os principais riscos são infecção intra-amniótica (corioamnionite), descolamento prematuro de placenta, prolapso de cordão umbilical e oligodrâmnio, que pode levar a hipoplasia pulmonar fetal em casos muito precoces.

Quando é indicada a administração de corticoides na RPM?

Corticoides para maturação pulmonar fetal são indicados em gestações entre 24 e 34 semanas, e podem ser considerados até 36 semanas e 6 dias em algumas situações, para reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório.

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