Manejo da Amniorrexe Prematura e Rastreio de GBS

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012

Enunciado

Uma paciente de 23 anos de idade é internada na maternidade com rotura prematura de membranas na 29ª semana de gestação. Encontra-se assintomática, afebril, normotensa, frequência cardíaca = 76 bpm, ainda referindo perda de líquido amniótico claro, sem grumos e sem odor desagradável. Leucograma com 9.500 leucócitos/mm³ (valor de referência: 3.800 a 10.600/mm³), 2 bastões; Proteína C Reativa = 0,5 mg/dL (valor de referência = 0,3 a 0,5 mg/dL). A ultrassonografia obstétrica mostrou feto com 29 semanas de gestação, com frequência cardíaca fetal de 140 bpm, maior bolsão de líquido amniótico de 6 centímetros. Qual das condutas abaixo é adequada para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Tocólise com nifedipina com duração até a 34ª semana de gestação.
  2. B) Corticoterapia com betametasona repetida semanalmente até a 34ª semana de gestação.
  3. C) Sulfato de magnésio para a neuroproteção fetal, administrado no momento da internação da paciente e repetido na 34ª semana de gestação.
  4. D) Antibioticoterapia profilática para postergação da gestação com duração até 34ª semana de gestação.
  5. E) Rastreio para estreptococo beta-hemolítica, feito no amomento da internação e repetido na 34ª semana de gestação.

Pérola Clínica

PPROM < 37 sem → Coletar swab GBS na admissão para guiar profilaxia intraparto.

Resumo-Chave

Na rotura prematura de membranas pré-termo (PPROM), o rastreio para GBS é indicado na admissão, pois o status de colonização dita a necessidade de antibioticoprofilaxia no momento do parto.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas pré-termo (PPROM) entre 24 e 34 semanas exige uma abordagem cautelosa que equilibra o risco de prematuridade extrema com o risco de corioamnionite. O manejo padrão inclui corticoterapia para maturidade pulmonar, antibioticoterapia de latência e neuroproteção com sulfato de magnésio se o parto for iminente. O rastreio do GBS na admissão é uma recomendação forte, pois o status de colonização é um fator determinante para a segurança neonatal. Embora a questão foque no rastreio, é importante lembrar que a conduta clínica global envolve monitoramento rigoroso de sinais de infecção (febre, taquicardia, dor uterina) e vitalidade fetal.

Perguntas Frequentes

Por que rastrear GBS na admissão por PPROM?

O rastreio para Streptococcus agalactiae (GBS) é fundamental na PPROM porque essas pacientes têm alto risco de evoluir para parto prematuro. Como o resultado do swab de rotina (35-37 semanas) ainda não existe, a coleta na admissão orienta se a paciente precisará de penicilina intraparto para prevenir a sepse neonatal precoce, caso o parto ocorra antes do tempo previsto.

Qual a diferença entre antibiótico de latência e profilaxia para GBS?

O antibiótico de latência (ex: Ampicilina + Azitromicina) é usado para prolongar o período entre a rotura das membranas e o parto, reduzindo riscos infecciosos materno-fetais. Já a profilaxia para GBS é especificamente voltada para prevenir a transmissão vertical do estreptococo durante o trabalho de parto, sendo indicada se o rastreio for positivo ou se o status for desconhecido em parto < 37 semanas.

Quando repetir o rastreio de GBS?

Se a paciente permanecer em manejo expectante e não entrar em trabalho de parto, o rastreio para GBS deve ser repetido após 5 semanas, caso o parto ainda não tenha ocorrido, seguindo a validade do exame de cultura, ou conforme protocolos institucionais específicos para gestações de alto risco.

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