Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Gestante com 23 anos, Ill gesta, Il para, com idade gestacional de 33 semanas de gravidez, procura o pronto atendimento da maternidade com queixa de perda de água, há 4 horas, quando estava dormindo, tendo molhado toda sua cama. Ao exame clínico realizado, a PA era de 110 x 70 mmHg, demais parâmetros clínicos normais. A altura uterina era de 31 cm, o feto estava em situação longitudinal, em apresentação pélvica, a FCF estava em 156 bpm e a dinâmica uterina estava ausente. Ao exame genital, observava-se que a vulva estava molhada e escorria líquido claro pela rima vulvar. Frente ao caso apresentado, é correto afirmar:
Amniorrexe < 34 semanas sem infecção → Conduta expectante + Corticoide + Antibiótico profilático.
Na rotura prematura de membranas pré-termo (33 semanas), o manejo visa prolongar a gestação para reduzir riscos da prematuridade, desde que não haja sinais de infecção ou sofrimento fetal.
A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) pré-termo ocorre em cerca de 3% das gestações e é responsável por um terço dos partos prematuros. O diagnóstico é eminentemente clínico, através da visualização de líquido amniótico saindo pelo colo uterino ou acumulado no fundo de saco posterior ao exame especular. O manejo depende da idade gestacional. Entre 24 e 34 semanas, a conduta é expectante se não houver complicações. As intervenções incluem: 1) Corticoterapia (ex: betametasona) para reduzir risco de SDR, hemorragia intraventricular e enterocolite; 2) Antibioticoterapia de latência (esquema de 7 dias) para reduzir infecções neonatais e prolongar a gestação; 3) Sulfato de magnésio para neuroproteção se o parto for iminente abaixo de 32 semanas. O toque vaginal deve ser evitado, preferindo-se o exame especular.
Significa manter a gestação sob vigilância rigorosa, utilizando intervenções para melhorar o desfecho neonatal: corticoterapia para maturação pulmonar, antibioticoterapia para aumentar o período de latência e profilaxia para GBS, além de monitoramento contínuo de sinais de infecção (febre, taquicardia, dor uterina, leucocitose).
Geralmente até as 34 semanas de gestação. Após esse período, o risco de infecção e complicações maternas supera os benefícios da permanência intrauterina para o feto, sendo indicada a indução do parto ou resolução conforme indicação obstétrica.
Não necessariamente. Embora a apresentação pélvica em prematuros seja frequentemente resolvida por cesárea para evitar o aprisionamento da cabeça derradeira, a conduta imediata na amniorrexe sem trabalho de parto é a conduta expectante para ganhar idade gestacional, e não a interrupção imediata.
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