HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
A aminiorexe prematura essa associada às seguintes morbidades maternas e fetais, exceto:
Amniorrexe Prematura (RPMO) associa-se a corioamnionite, sepse, sofrimento fetal e DPP, mas NÃO à colestase gestacional.
A amniorrexe prematura (RPMO) é uma condição obstétrica séria que aumenta significativamente o risco de diversas morbidades maternas e fetais, como infecção intra-amniótica (corioamnionite), sepse perinatal, descolamento prematuro de placenta e sofrimento fetal devido à oligodramnia ou infecção. A colestase gestacional, por outro lado, é uma condição hepática não diretamente relacionada à RPMO.
A amniorrexe prematura (RPMO), ou ruptura prematura de membranas ovulares, é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma das complicações obstétricas mais comuns e importantes, associada a uma série de morbidades maternas e fetais, especialmente quando ocorre em idades gestacionais precoces. A principal preocupação é o risco de infecção ascendente. Entre as morbidades maternas e fetais diretamente associadas à RPMO, destacam-se a corioamnionite (infecção intra-amniótica), que pode evoluir para sepse materna; o descolamento prematuro de placenta, especialmente em casos de infecção; a prematuridade, com todas as suas consequências para o recém-nascido; e o sofrimento fetal, seja por infecção, compressão do cordão umbilical devido à oligodramnia ou hipóxia. É crucial para o residente diferenciar as complicações diretas da RPMO de outras condições gestacionais. A colestase gestacional, por exemplo, é uma doença hepática da gravidez caracterizada por prurido e elevação dos ácidos biliares, sem relação causal direta com a ruptura das membranas. O manejo da RPMO envolve a avaliação da idade gestacional, do risco de infecção e da vitalidade fetal, com o objetivo de prolongar a gestação de forma segura ou indicar o parto quando os riscos superam os benefícios da conduta expectante.
As principais complicações infecciosas são a corioamnionite (infecção das membranas e líquido amniótico), que pode levar à sepse materna e sepse perinatal no feto, com risco aumentado de morbidade e mortalidade.
A RPMO pode levar a sofrimento fetal por diversas razões, incluindo oligodramnia (redução do líquido amniótico) que causa compressão do cordão umbilical, infecção fetal e prematuridade extrema com imaturidade pulmonar e outros órgãos.
A amniorrexe prematura é a ruptura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto. A colestase gestacional é uma condição hepática caracterizada por prurido intenso, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, devido ao acúmulo de ácidos biliares, e não é uma complicação direta da RPMO.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo