Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Uma gestante de 32 semanas é internada em uma maternidade de alto risco com diagnóstico de amniorrexe prematura. A complicação que não é esperada nesse caso é:
Amniorrexe prematura (RPMO) → ↑ risco de infecção, prematuridade, compressão cordão, sofrimento fetal; ↓ risco de DPP.
A amniorrexe prematura (RPMO) aumenta significativamente o risco de corioamnionite, prematuridade e suas complicações, como sofrimento fetal e compressão de cordão umbilical devido à oligodramnia. O descolamento prematuro de placenta (DPP), embora grave, não é uma complicação diretamente esperada ou mais frequente da RPMO.
A amniorrexe prematura (RPMO), definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, é uma condição que aumenta significativamente o risco de diversas complicações maternas e fetais. Em uma gestante de 32 semanas, as complicações mais esperadas incluem prematuridade, infecção intra-amniótica (corioamnionite), sofrimento fetal devido à oligodramnia e compressão do cordão umbilical. A corioamnionite é uma das preocupações primárias, manifestando-se com febre materna, taquicardia, dor uterina e secreção vaginal purulenta. A oligodramnia resultante da perda de líquido amniótico predispõe à compressão do cordão, o que pode levar a desacelerações variáveis na cardiotocografia e sofrimento fetal. O descolamento prematuro de placenta (DPP), embora uma complicação grave da gravidez, não é uma complicação diretamente esperada ou mais frequente da RPMO. O DPP tem etiologias distintas, como hipertensão arterial, trauma ou uso de substâncias, e não está intrinsecamente ligado à rotura das membranas.
Para o feto, as principais complicações incluem prematuridade, hipoplasia pulmonar (se a RPMO for muito precoce), deformidades esqueléticas e compressão de cordão umbilical devido à oligodramnia.
A complicação mais temida para a mãe é a corioamnionite, uma infecção intra-amniótica que pode levar a sepse materna e parto prematuro. A febre, taquicardia materna e fetal, e dor uterina são sinais de alerta.
A perda de líquido amniótico na RPMO resulta em oligodramnia, que reduz o amortecimento e a proteção do cordão umbilical. Isso aumenta o risco de compressão do cordão, levando a sofrimento fetal e alterações na frequência cardíaca fetal.
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