FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
Gestante, G2P1A0, com 39 semanas de gravidez (por amenorreia e ultrassonografia precoce) é admitida com queixa de perda de líquido em grande quantidade por via vaginal, indolor, há 20 horas. Ao exame: altura uterina de 34 cm, situação fetal longitudinal, apresentação cefálica, batimentos cardíacos fetais = 144 bpm, rítmicos e regulares, dinâmica uterina negativa. Inspeção vulvar sem saída de líquido e com aspectos "úmido". Exame especular: presença de conteúdo aquoso discreto em fundo de saco, com pH vaginal = 8. Quanto ao diagnóstico e à conduta neste caso:
Amniorrexe a termo (39 sem) + pH vaginal alcalino → indução do parto com ocitocina.
Em gestante a termo com suspeita de amniorrexe prematura, a anamnese e o exame físico (especialmente o pH vaginal alcalino) são suficientes para o diagnóstico. A conduta é a indução do parto para reduzir riscos de infecção.
A amniorrexe prematura (AP) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre a termo (≥ 37 semanas), o principal risco é a infecção ascendente (corioamnionite), tanto para a mãe quanto para o feto, devido à perda da barreira protetora. O diagnóstico é clínico, baseado na história de perda de líquido vaginal e confirmado pelo exame especular, onde se observa a saída de líquido pelo orifício cervical. Testes auxiliares incluem o teste de nitrazina (papel que muda de cor para azul/roxo em pH alcalino > 6.5, indicando líquido amniótico) e o teste de cristalização (formação de padrão de "folha de samambaia" ao secar o líquido). Em gestantes a termo com amniorrexe prematura, a conduta padrão é a indução do parto, geralmente com ocitocina, para reduzir o intervalo entre a ruptura da bolsa e o nascimento, minimizando o risco de infecção. A cesariana é reservada para indicações obstétricas específicas, não sendo a primeira escolha apenas pela bolsa rota.
O diagnóstico é feito pela anamnese (perda de líquido), exame físico (visualização de líquido amniótico no especular) e testes complementares como o pH vaginal (teste de nitrazina, que fica azul/roxo com pH > 6.5) e o teste de cristalização (fern test).
Em gestantes a termo (≥ 37 semanas), a conduta é a indução do parto, geralmente com ocitocina, para diminuir o risco de infecção materna e fetal (corioamnionite).
Embora a ultrassonografia possa mostrar oligo-hidrâmnio, ela não é diagnóstica de amniorrexe por si só. A anamnese e os testes de pH e cristalização são mais diretos e conclusivos para confirmar a ruptura das membranas.
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