Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Sobre a amniorrexe prematura, analise os itens para assinalar a alternativa verdadeira. I. A ruptura das membranas antes do início do trabalho de parto é considerada prematura. O diagnóstico é clínico. li. O parto é recomendado quando a idade gestacional é inferior a 20 semanas e pode ser indicado em caso de infecção ou comprometimento fetal. IlI. Uma das causas para a ruptura prematura de membranas é a vaginose bacteriana, e a consequente produção de enzimas pelas bactérias (normalmente presentes na flora vaginal) que tem sua proliferação descontrolada. IV. A amniorrexe prematura está associada a risco aumentado de corioamnionite, prematuridade, sofrimento fetal, prolapso de cordão umbilical, portanto, é fator de risco tanto para a mãe como para o feto. Estão corretos os itens:
Amniorrexe prematura = ruptura de membranas antes do TP. Vaginose bacteriana é causa comum, ↑ risco de corioamnionite e prematuridade.
A amniorrexe prematura é um diagnóstico clínico, e a vaginose bacteriana é um fator de risco importante devido à produção de enzimas que degradam as membranas. Suas complicações são graves, incluindo infecção e prematuridade, exigindo manejo cuidadoso.
A amniorrexe prematura (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, independentemente da idade gestacional. É uma complicação obstétrica comum, afetando cerca de 10% das gestações a termo e 3% das gestações pré-termo, sendo uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade perinatal. A fisiopatologia da RPMO envolve uma interação complexa de fatores mecânicos e infecciosos. Infecções do trato genital inferior, como a vaginose bacteriana, são um fator de risco significativo, pois as bactérias podem produzir enzimas que degradam o colágeno das membranas. O diagnóstico é essencialmente clínico, com a paciente relatando perda de líquido claro ou amarelado pela vagina. O manejo da RPMO depende da idade gestacional e da presença de infecção. Em gestações a termo, a indução do parto é geralmente recomendada. Em gestações pré-termo, a conduta pode ser expectante em casos selecionados, com vigilância rigorosa para sinais de corioamnionite e administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e antibióticos para profilaxia de infecção. As principais complicações incluem corioamnionite, prematuridade, prolapso de cordão e sofrimento fetal.
O diagnóstico da amniorrexe prematura é primariamente clínico, baseado na história de perda de líquido amniótico pela vagina. Pode ser confirmado por exame especular, observando o líquido no fórnice posterior, teste de nitrazina (pH alcalino) ou teste de fern (cristalização em folha de samambaia).
As causas são multifatoriais, incluindo infecções genitais (como vaginose bacteriana, infecções por clamídia ou gonorreia), polidrâmnio, gestação múltipla, incompetência istmo-cervical, sangramento vaginal no segundo e terceiro trimestres, tabagismo e deficiências nutricionais.
Para a mãe, a principal complicação é a corioamnionite e sepse. Para o feto, os riscos incluem prematuridade (com todas as suas consequências), sofrimento fetal, prolapso de cordão umbilical, hipoplasia pulmonar (em casos de ruptura muito precoce) e deformidades esqueléticas.
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