UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente chega ao pronto atendimento com idade gestacional de 34 semanas com perda de líquido em grande quantidade. Ao exame especular, evidenciada amniorrexe prematura. Dentre as possíveis etiologias a causa mais frequente é
Amniorrexe prematura (RPM) → Infecção (ITU, vaginose) é a causa mais frequente.
A amniorrexe prematura (RPM) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Infecções, especialmente do trato urinário e vaginose bacteriana, são as causas mais comuns, pois podem levar à inflamação e enfraquecimento das membranas.
A amniorrexe prematura (RPM) é definida como a ruptura das membranas corioamnióticas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. É uma complicação obstétrica significativa, associada a um aumento do risco de prematuridade, infecção intra-amniótica, prolapso de cordão e descolamento prematuro de placenta. A incidência varia, mas é responsável por aproximadamente 30% dos partos prematuros. A etiologia da RPM é multifatorial, mas as infecções desempenham um papel central. Infecções do trato urinário (ITU), vaginose bacteriana e infecções cervicais por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae são frequentemente associadas. Essas infecções podem levar à produção de citocinas e enzimas proteolíticas que degradam o colágeno das membranas, resultando em seu enfraquecimento e ruptura. Outros fatores de risco incluem sangramento vaginal, polidramnio, gestação múltipla, tabagismo e deficiências nutricionais. O diagnóstico da RPM é feito pela história clínica de perda de líquido vaginal e confirmado pelo exame especular, que pode evidenciar a saída de líquido amniótico pelo orifício cervical. Testes complementares como o teste de nitrazina ou o teste de cristalização (fern test) podem ser utilizados. O manejo depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal, podendo incluir conduta expectante, antibioticoterapia, corticoterapia para maturação pulmonar e, em alguns casos, interrupção da gestação.
Os principais fatores de risco incluem infecções (ITU, vaginose bacteriana, infecções cervicais), sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre, polidramnio, gestação múltipla, tabagismo e história prévia de RPM.
A infecção do trato urinário pode ascender para o trato genital, causando inflamação e infecção das membranas corioamnióticas (corioamnionite), o que leva ao enfraquecimento e ruptura prematura das membranas.
A amniorrexe prematura é a ruptura das membranas antes do início do trabalho de parto, enquanto o trabalho de parto prematuro é o início das contrações uterinas regulares com modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação. A RPM pode ser uma causa de trabalho de parto prematuro.
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