UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
Gestante de 37 semanas, com queixa de perda de líquido amniótico há 3 horas. Ao exame especular, visualizado pequena quantidade de líquido em fundo de saco vaginal e o obstetra ficou em dúvida se houve amniorrexe. O melhor achado complementar para confirmar o diagnóstico é
Suspeita de amniorrexe → Teste de cristalização arboriforme (fern test) é o melhor para confirmação.
Em casos de suspeita de amniorrexe, o teste de cristalização arboriforme (fern test) do muco cervical é o método mais confiável para confirmar a presença de líquido amniótico. A visualização de um padrão de 'folha de samambaia' ao microscópio é patognomônica, diferenciando-o de urina ou secreção vaginal.
A amniorrexe prematura (RPM) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma condição obstétrica comum que pode levar a complicações significativas, como infecção intra-amniótica, parto prematuro e prolapso de cordão. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado da gestante e do feto, especialmente em gestações a termo, onde a conduta pode ser a indução do parto. O diagnóstico de RPM baseia-se na história clínica de perda de líquido vaginal, exame físico com visualização de líquido amniótico no exame especular e testes complementares. Entre os testes, o pH vaginal (teste da nitrazina) é útil, mas pode apresentar falsos positivos. O teste de cristalização arboriforme, ou fern test, é considerado o padrão-ouro devido à sua alta especificidade. Ele consiste na coleta de uma amostra de muco cervical e sua observação ao microscópio após secagem, revelando o padrão característico de cristalização do líquido amniótico. Para o residente, é crucial dominar a técnica do exame especular e a interpretação dos testes diagnósticos. A confirmação da amniorrexe permite iniciar a conduta apropriada, que pode incluir a avaliação da vitalidade fetal, antibioticoprofilaxia para prevenir infecções e, dependendo da idade gestacional, a indução do parto ou a conduta expectante com monitorização rigorosa. A falha no diagnóstico pode levar a desfechos adversos maternos e perinatais.
Os principais métodos incluem a visualização direta de líquido amniótico no exame especular, o teste de pH vaginal (nitrazina), que se torna alcalino na presença de líquido amniótico, e o teste de cristalização arboriforme (fern test), que é o mais específico. Testes imunocromatográficos para proteínas específicas do líquido amniótico também podem ser usados.
O teste de cristalização arboriforme é considerado o melhor porque é altamente específico para a presença de líquido amniótico. O cloreto de sódio presente no líquido amniótico, ao secar em lâmina, forma um padrão característico de 'folha de samambaia' que não é encontrado em urina ou secreções vaginais comuns.
Os diagnósticos diferenciais incluem perda urinária (incontinência), aumento da secreção vaginal fisiológica da gravidez, eliminação do tampão mucoso e, em casos de sangramento, perda de sangue. A diferenciação é crucial para evitar condutas desnecessárias ou atrasos no manejo da amniorrexe.
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