HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
O âmnio nodoso se associa a
Âmnio nodoso = oligoidrâmnio crônico grave.
O âmnio nodoso é uma condição patológica das membranas fetais caracterizada pela presença de pequenos nódulos na superfície do âmnio, que são depósitos de células epiteliais descamadas do feto. Essa condição é um marcador de oligoidrâmnio crônico e grave, geralmente associado a anomalias renais fetais ou outras causas de diminuição da produção de urina fetal.
O âmnio nodoso é uma alteração morfológica das membranas fetais que serve como um importante marcador patológico. É caracterizado pela presença de pequenos nódulos esbranquiçados na superfície do âmnio, que são histologicamente compostos por células epiteliais escamosas fetais descamadas e detritos. Sua identificação é crucial, pois indica a presença de oligoidrâmnio crônico e grave. A fisiopatologia do âmnio nodoso está diretamente ligada à diminuição persistente do volume de líquido amniótico. O líquido amniótico, produzido principalmente pela urina fetal após o segundo trimestre, é essencial para o desenvolvimento pulmonar e musculoesquelético. No oligoidrâmnio, a falta de líquido impede a "limpeza" das células fetais descamadas, que se depositam e formam os nódulos. A associação mais significativa do âmnio nodoso é com a sequência de Potter, que inclui hipoplasia pulmonar, anomalias faciais e deformidades dos membros, todas resultantes da compressão fetal e da ausência de líquido amniótico. Portanto, ao identificar o âmnio nodoso, a investigação de anomalias renais fetais e outras causas de oligoidrâmnio é imperativa para o manejo obstétrico e aconselhamento parental.
Os sinais incluem um índice de líquido amniótico (ILA) abaixo de 5 cm ou a maior bolsa vertical (MBV) menor que 2 cm, além de visualização fetal dificultada e compressão do feto.
No oligoidrâmnio prolongado, há menos líquido para "lavar" as células epiteliais descamadas do feto, que se acumulam e formam os nódulos na superfície do âmnio.
As principais causas são anomalias renais fetais (agenesia renal, displasia renal), obstrução do trato urinário fetal, ruptura prematura de membranas e insuficiência placentária.
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