Efeitos Colaterais da Tobramicina e Aminoglicosídeos

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Qual dos antibióticos abaixo apresenta como efeitos colaterais a ototoxicidade, toxicidade ao nervo vestibulococlear e nefrotoxicidade?

Alternativas

  1. A) Cefalexina
  2. B) Ciprofloxacino
  3. C) Moxifloxacino
  4. D) Tobramicina

Pérola Clínica

Tobramicina (Aminoglicosídeo) → Tríade: Nefrotoxicidade + Ototoxicidade + Vestibulotoxicidade.

Resumo-Chave

A tobramicina, como outros aminoglicosídeos, possui risco significativo de toxicidade renal e auditiva/vestibular devido ao seu acúmulo tecidual prolongado.

Contexto Educacional

A tobramicina é um antibiótico bactericida que atua inibindo a síntese proteica bacteriana ao ligar-se à subunidade 30S do ribossomo. Sua eficácia contra Gram-negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa, a torna valiosa, mas seu estreito índice terapêutico exige cautela. A toxicidade vestibular (nervo vestibulococlear) pode se manifestar antes da perda auditiva, com sintomas de oscilopsia e instabilidade da marcha.

Perguntas Frequentes

Por que os aminoglicosídeos causam ototoxicidade?

Os aminoglicosídeos, como a tobramicina e a gentamicina, penetram na perilinfa e endolinfa do ouvido interno. Eles promovem a formação de radicais livres de oxigênio que danificam as células ciliadas da cóclea (causando perda auditiva) e do sistema vestibular (causando vertigem e desequilíbrio). Essa toxicidade pode ser irreversível.

Como ocorre a nefrotoxicidade pela tobramicina?

A nefrotoxicidade ocorre pelo acúmulo do fármaco nas células do túbulo contorcido proximal. A tobramicina é filtrada pelo glomérulo e reabsorvida, atingindo concentrações intracelulares elevadas que causam necrose tubular aguda. Geralmente é reversível após a descontinuação do medicamento, mas requer monitoramento da creatinina sérica.

O uso tópico de tobramicina em colírios oferece esses riscos?

O risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade sistêmica a partir do uso tópico ocular de tobramicina é extremamente baixo em pacientes com superfície ocular íntegra, devido à absorção sistêmica mínima. No entanto, em casos de uso sistêmico (intravenoso ou intramuscular) para infecções graves, o monitoramento terapêutico é obrigatório.

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