Aminoácidos na Nutrição Clínica: Essenciais e Não Essenciais

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026

Enunciado

A suplementação dietética é etapa importante no preparo pré-operatório, sendo por vezes necessária para reverter os efeitos deletérios de carências nutricionais ou erros inatos do metabolismo. Entre os elementos a serem suplementados, estão os aminoácidos, que podem ser divididos em aminoácidos não essenciais e aminoácidos essenciais. Um aminoácido não essencial é:

Alternativas

  1. A) Valina.
  2. B) Arginina.
  3. C) Triptofano.
  4. D) Isoleucina.

Pérola Clínica

Essenciais (VET TIM HALL) vs Não Essenciais (Arginina, Alanina, Aspartato).

Resumo-Chave

Aminoácidos essenciais não são sintetizados pelo organismo e devem vir da dieta; a arginina é sintetizada endogenamente, embora em estresse metabólico torne-se condicionalmente essencial.

Contexto Educacional

A classificação dos aminoácidos é um tema recorrente em provas de cirurgia e nutrologia. Os aminoácidos essenciais (ou indispensáveis) são aqueles que o organismo humano não consegue sintetizar de novo em velocidade suficiente para suprir as necessidades metabólicas, devendo ser obtidos via dieta. Já os não essenciais (ou dispensáveis) são produzidos a partir de outros compostos nitrogenados. No contexto cirúrgico, a imunonutrição frequentemente utiliza arginina e glutamina para modular a resposta inflamatória e reduzir complicações infecciosas pós-operatórias, baseando-se no conceito de que, sob estresse, a síntese endógena desses aminoácidos torna-se insuficiente.

Perguntas Frequentes

Quais são os aminoácidos essenciais?

Os nove aminoácidos essenciais que o corpo humano não consegue produzir são: Histidina, Isoleucina, Leucina, Lisina, Metionina, Fenilalanina, Treonina, Triptofano e Valina.

O que define um aminoácido como 'condicionalmente essencial'?

São aminoácidos que normalmente o corpo produz em quantidades suficientes (não essenciais), mas que em situações de estresse fisiológico extremo, trauma ou cirurgia de grande porte, a demanda excede a capacidade de síntese, tornando a suplementação necessária. Exemplos: Arginina e Glutamina.

Qual a importância da arginina no pré-operatório?

A arginina atua como precursora do óxido nítrico, melhorando a perfusão tecidual, e estimula a liberação de hormônios anabólicos, auxiliando na cicatrização e na resposta imunológica do paciente cirúrgico.

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