Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
A amilase é uma enzima sérica muito utilizada no diagnóstico da pancreatite aguda. Sobre esta enzima, é CORRETO afirmar que:
Amilase ↑↑↑ (>3x LSN) + clínica = diagnóstico pancreatite aguda; lipase mais específica.
A amilase sérica é útil no diagnóstico de pancreatite aguda quando seus níveis se elevam a mais de 3 vezes o limite superior da normalidade. Embora não seja altamente específica, sua elevação significativa, especialmente acima de 1000 U/L, pode sugerir etiologia biliar, mas não é um marcador prognóstico primário.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, com incidência crescente e morbimortalidade significativa. O diagnóstico precoce e preciso é crucial para o manejo adequado. A amilase sérica é uma das enzimas mais utilizadas para o diagnóstico, sendo facilmente disponível e de baixo custo. Para o diagnóstico de pancreatite aguda, a amilase sérica deve estar elevada em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, em conjunto com a clínica de dor abdominal característica. No entanto, a amilase não é exclusiva do pâncreas e pode estar elevada em outras condições, como parotidite, obstrução intestinal, insuficiência renal e macroamilasemia, o que limita sua especificidade. A lipase, por outro lado, é mais específica para o pâncreas e permanece elevada por um período mais prolongado. É importante ressaltar que a magnitude da elevação da amilase não se correlaciona diretamente com a gravidade da pancreatite, e, portanto, não possui valor prognóstico. Para avaliação prognóstica, são utilizados escores clínicos como Ranson, APACHE II ou a proteína C reativa (PCR). A elevação da amilase acima de 1000 U/L pode, em alguns contextos, sugerir uma etiologia biliar, mas não é um critério definitivo.
A amilase deve estar elevada a pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade para ser considerada diagnóstica de pancreatite aguda, em conjunto com a dor abdominal característica.
Não, a amilase não tem valor prognóstico significativo na pancreatite aguda. A magnitude da elevação não se correlaciona com a gravidade. Marcadores como PCR e escores clínicos (Ranson, APACHE II) são mais utilizados para prognóstico.
A lipase é mais específica para o pâncreas e permanece elevada por mais tempo (até 14 dias), sendo menos afetada por outras condições que elevam a amilase, como doenças de glândulas salivares ou insuficiência renal.
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