HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Criança de 8 anos, sexo feminino previamente hígida com vacinação completa, chega ao PS com febre de 39,2 °C, dor de garganta e dor abdominal há 2 dias. Nega tosse, coriza ou manchas na pele. Ao exame físico está em regular estado geral, febril, com gânglios fibroelásticos de até 1cm de diâmetro em região cervical bilateral. Avaliação de orofaringe e boca apresentada em duas imagens abaixo: Restante do exame físico sem alterações. Diante dos dados apresentados e da hipótese diagnóstica, assinale a alternativa com o tratamento correto.
Criança com febre, dor de garganta, dor abdominal e linfonodos cervicais, sem tosse → suspeitar amigdalite estreptocócica.
A apresentação clínica de febre, dor de garganta, dor abdominal e linfadenopatia cervical em criança, sem sintomas virais como tosse ou coriza, é altamente sugestiva de amigdalite estreptocócica, que requer tratamento com penicilina para prevenir febre reumática.
A amigdalite estreptocócica, causada pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA), é uma infecção comum em crianças, especialmente em idade escolar. É clinicamente importante devido ao risco de complicações não supurativas graves, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica, que podem ter sequelas permanentes. O diagnóstico é baseado na clínica, utilizando critérios como os de Centor modificados (exsudato amigdaliano, linfadenopatia cervical anterior dolorosa, ausência de tosse, história de febre). A confirmação diagnóstica é feita por teste rápido para EBHGA ou cultura de orofaringe, sendo o teste rápido preferível para agilizar o início do tratamento. A ausência de sintomas virais como tosse e coriza é um forte indicativo de etiologia bacteriana. O tratamento padrão é com penicilina (benzatina intramuscular ou oral) por 10 dias, visando erradicar a bactéria e, crucialmente, prevenir a febre reumática. O tratamento precoce e adequado é fundamental para evitar essas complicações e melhorar os sintomas do paciente, sendo uma prioridade na atenção primária e emergência pediátrica.
Os sintomas típicos incluem febre alta, dor de garganta intensa, dificuldade para engolir, cefaleia, dor abdominal e, frequentemente, linfadenopatia cervical anterior dolorosa. A ausência de tosse e coriza é um forte indicativo de etiologia bacteriana.
O tratamento de primeira linha para faringite estreptocócica é a penicilina, seja penicilina benzatina intramuscular em dose única ou penicilina V oral por 10 dias. A amoxicilina oral por 10 dias é uma alternativa eficaz e bem tolerada.
É crucial tratar a amigdalite estreptocócica com antibióticos para erradicar a bactéria Streptococcus pyogenes e, principalmente, prevenir complicações não supurativas graves, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.
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