FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Com relação à amigdalite bacteriana, é correto afirmar:
Amigdalite bacteriana (Streptococcus pyogenes) → tratamento preferencial com antibióticos beta-lactâmicos (penicilina).
A amigdalite bacteriana, causada principalmente pelo Streptococcus pyogenes (GAS), é tratada preferencialmente com antibióticos beta-lactâmicos, como a penicilina, para erradicar a bactéria e prevenir complicações como a febre reumática.
A amigdalite bacteriana é uma infecção comum, especialmente em crianças em idade escolar (5 a 15 anos), sendo o Streptococcus pyogenes (Streptococcus beta-hemolítico do grupo A - GAS) o principal agente etiológico. O diagnóstico e tratamento corretos são fundamentais para prevenir complicações graves. O tratamento preferencial para a amigdalite bacteriana é com antibióticos beta-lactâmicos, como a penicilina (oral ou benzatina), devido à sua alta eficácia contra o GAS, baixo custo e perfil de segurança. A erradicação do GAS é crucial para prevenir complicações não supurativas, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. A febre reumática é uma complicação inflamatória tardia que pode afetar o coração, articulações, cérebro e pele. Seu período de incubação é tipicamente de 2 a 3 semanas após a infecção estreptocócica. É importante ressaltar que o Staphylococcus aureus e o Streptococcus beta-hemolítico do grupo B não são os principais agentes etiológicos da amigdalite bacteriana que leva à febre reumática.
O principal agente é o Streptococcus pyogenes (Streptococcus beta-hemolítico do grupo A). Seu tratamento é crucial para prevenir complicações não supurativas graves, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.
Os beta-lactâmicos, especialmente a penicilina, são altamente eficazes contra o Streptococcus pyogenes, têm baixo custo, boa tolerabilidade e, mais importante, não há relatos de resistência significativa do GAS a esses antibióticos.
O período de incubação para o desenvolvimento da febre reumática após uma faringoamigdalite estreptocócica não tratada é geralmente de 2 a 3 semanas, não 4 a 5 semanas.
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