Amigdalite Bacteriana na Gestação: Diagnóstico e Tratamento

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Primigesta de 15 anos com 20 semanas de idade gestacional pela DUM procura a unidade de pronto atendimento com queixa de mal-estar, febre, dor de garganta. Ao exame: PA 110x70mmHg FC: 80bpm, T: 38,5ºC, ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares presentes e sem ruídos adventícios. Oroscopia: orofaringe hiperemiada, tonsilas palatinas com exsudato e criptas com pontos purulentos. Exame obstétrico normal e adequado para idade gestacional. Diante do quadro, assinale a alternativa com a hipótese diagnóstica e conduta.

Alternativas

  1. A) Amigdalite viral. Prescrever Paracetamol 500mg de 6 em 6 horas por 4 dias, pois na adolescência é baixa incidência de amigdalite bacteriana.
  2. B) Amigdalite bacteriana (provavelmente streptococica). Prescrever Amoxicilina 500mg de 8 em 8 horas por 7 dias, a fim de evitar complicações.
  3. C) Amigdalite bacteriana (provavelmente streptococica). Prescrever Ciprofloxacina 500mg de 8 em 8 horas por 7 dias, a fim de evitar complicações.
  4. D) Amigdalite viral. Prescrever Predinisona 10mg por dia por 7 dias, a fim de evitar complicações.

Pérola Clínica

Gestante com amigdalite exsudativa + febre → suspeita estreptocócica → Amoxicilina para prevenir complicações.

Resumo-Chave

Em gestantes, a amigdalite com exsudato e febre sugere etiologia bacteriana, principalmente estreptocócica. O tratamento com amoxicilina é seguro na gravidez e essencial para prevenir complicações graves como febre reumática e glomerulonefrite, tanto para a mãe quanto para o feto.

Contexto Educacional

A faringoamigdalite é uma condição comum, e sua ocorrência na gestação exige atenção especial devido às implicações para a mãe e o feto. Residentes devem estar aptos a diferenciar etiologias virais das bacterianas, sendo a infecção por Streptococcus pyogenes (Estreptococo do Grupo A) a principal preocupação bacteriana devido ao risco de complicações graves. O diagnóstico de amigdalite bacteriana em gestantes é guiado por sinais clínicos como febre, exsudato purulento nas tonsilas, linfadenopatia cervical anterior e ausência de tosse. A confirmação pode ser feita por teste rápido de detecção de antígeno ou cultura de orofaringe. O tratamento precoce e adequado é crucial para prevenir sequelas. A amoxicilina é o antibiótico de primeira linha e seguro na gravidez para o tratamento da amigdalite estreptocócica, administrada por 7 a 10 dias. O tratamento adequado previne complicações sérias como febre reumática aguda e glomerulonefrite pós-estreptocócica, que podem ter consequências graves para a saúde materna e fetal, além de reduzir a transmissão da bactéria.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais e sintomas que sugerem amigdalite bacteriana em gestantes?

Em gestantes, a amigdalite bacteriana é sugerida por febre alta, dor de garganta intensa, exsudato purulento nas tonsilas, linfonodos cervicais aumentados e ausência de tosse, conforme os critérios de Centor modificados.

Qual o tratamento de escolha para amigdalite estreptocócica em gestantes?

O tratamento de escolha para amigdalite estreptocócica em gestantes é a amoxicilina por 7 a 10 dias, devido à sua eficácia contra o Streptococcus pyogenes e seu perfil de segurança na gravidez (categoria B).

Quais as complicações da amigdalite estreptocócica não tratada na gestação?

A amigdalite estreptocócica não tratada na gestação pode levar a complicações graves como febre reumática aguda, glomerulonefrite pós-estreptocócica, abscesso peritonsilar e, potencialmente, desfechos adversos na gravidez.

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