HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Em ação de vigilância da saúde, trabalhadores empregados durante muitos anos em uma fábrica de materiais de fricção e vedação passaram a ser acompanhados por centros de referência em saúde do trabalhador da região onde se localiza a empresa, por meio de avaliação clínica e de exames complementares, periodicamente, em decorrência da exposição a uma substância usada no processo produtivo.Assinale a alternativa correta sobre o caso.
Exposição ocupacional a amianto (asbesto) → risco elevado de mesotelioma e câncer de pulmão.
A exposição prolongada ao amianto, comum em indústrias de materiais de fricção e vedação, é um fator de risco bem estabelecido para doenças pulmonares graves, incluindo fibrose (asbestose) e, principalmente, neoplasias malignas como o mesotelioma e o câncer de pulmão. A vigilância em saúde do trabalhador é crucial para identificar e monitorar esses casos.
O amianto, também conhecido como asbesto, é um grupo de minerais fibrosos naturais amplamente utilizado no passado devido às suas propriedades de resistência ao calor, fogo e produtos químicos. Sua aplicação era vasta, incluindo materiais de construção (telhas, caixas d'água), isolamento térmico, têxteis e, como mencionado na questão, materiais de fricção e vedação (lonas de freio, gaxetas). A exposição ocupacional prolongada a essas fibras é um grave problema de saúde pública, com um longo período de latência para o desenvolvimento de doenças. A inalação das fibras de amianto pode levar a diversas patologias pulmonares e pleurais. As doenças benignas incluem asbestose (fibrose pulmonar progressiva), placas pleurais e derrame pleural benigno. No entanto, o amianto é um carcinógeno humano reconhecido, sendo responsável por neoplasias malignas como o câncer de pulmão e, de forma mais específica e quase patognomônica, o mesotelioma maligno, um tumor agressivo que afeta a pleura, peritônio ou pericárdio. O período de latência para o mesotelioma pode ser de 20 a 50 anos após a primeira exposição. A vigilância em saúde do trabalhador é fundamental para identificar indivíduos expostos e monitorar o surgimento dessas doenças. A prevenção primária, com a proibição do uso do amianto e o controle rigoroso da exposição, é a medida mais eficaz. Para os já expostos, o acompanhamento clínico e radiológico periódico é essencial para o diagnóstico precoce e manejo das complicações, especialmente as malignidades, que possuem prognóstico reservado.
As principais doenças incluem asbestose (fibrose pulmonar), placas pleurais, derrame pleural benigno, mesotelioma maligno (câncer da pleura ou peritônio) e câncer de pulmão.
A exposição ao amianto era comum em indústrias de construção civil (telhas, caixas d'água), naval, automobilística (lonas de freio, embreagens), têxtil, isolamento térmico e elétrico, e em materiais de fricção e vedação.
As fibras inaladas de amianto são biopersistentes e causam inflamação crônica, estresse oxidativo e danos genéticos nas células pulmonares e pleurais, levando ao desenvolvimento de neoplasias malignas após um longo período de latência.
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