Amenorreia Secundária: Diagnóstico e Exames Essenciais

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 49 anos, G3P3A0C0, vida sexual ativa com coito interrompido, refere estar em amenorreia há 60 dias, irritação, mal-estar, mastalgia e inchaço no corpo. Dos exames citados abaixo, qual NÃO é necessário ser realizado? 

Alternativas

  1. A) Dosagem de BetaHCG.
  2. B) Dosagem de FSH.
  3. C) Ultrassonografia endovaginal
  4. D) Curetagem uterina de prova. 

Pérola Clínica

Amenorreia + sintomas climatéricos em mulher >40a → Investigar gestação, perimenopausa e causas orgânicas. Curetagem de prova não é exame inicial.

Resumo-Chave

A paciente apresenta amenorreia secundária com sintomas que podem indicar gestação ou perimenopausa. A investigação inicial deve excluir gestação (BetaHCG), avaliar a reserva ovariana (FSH) e a morfologia uterina/ovariana (USG endovaginal). A curetagem uterina de prova é um procedimento invasivo, geralmente reservado para sangramentos uterinos anormais persistentes ou suspeita de patologia endometrial após outras investigações, não sendo um exame de rotina para amenorreia.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou por seis meses em mulheres que já menstruavam, é uma queixa comum na ginecologia. Em pacientes na faixa etária da perimenopausa, como a do enunciado, é crucial diferenciar entre gestação, disfunções hormonais e o início da transição menopausal. A investigação deve ser sistemática para identificar a causa e propor a conduta adequada. O diagnóstico diferencial da amenorreia secundária é amplo e inclui gravidez, disfunções tireoidianas, hiperprolactinemia, síndrome dos ovários policísticos, falência ovariana prematura e causas hipotalâmicas. A dosagem de BetaHCG é sempre o primeiro exame a ser solicitado em mulheres em idade fértil com amenorreia. A ultrassonografia endovaginal permite avaliar a morfologia uterina e ovariana, identificando possíveis alterações estruturais. A dosagem de FSH é fundamental para avaliar a função ovariana, sendo elevada na falência ovariana e na perimenopausa. A curetagem uterina de prova, por outro lado, é um procedimento invasivo que envolve a raspagem do revestimento uterino. Suas principais indicações são o diagnóstico e tratamento de sangramentos uterinos anormais, investigação de hiperplasia ou câncer de endométrio, ou remoção de restos ovulares após abortamento. Não é um exame de primeira linha para a investigação de amenorreia sem sangramento anormal, pois outras abordagens menos invasivas devem ser esgotadas primeiro.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos na investigação da amenorreia secundária?

Os primeiros passos incluem a exclusão de gravidez com BetaHCG, avaliação hormonal como FSH e prolactina, e ultrassonografia pélvica para avaliar a anatomia uterina e ovariana.

Quando a dosagem de FSH é indicada na amenorreia?

A dosagem de FSH é indicada para avaliar a reserva ovariana e diferenciar entre causas ovarianas (FSH elevado) e hipotalâmico-hipofisárias (FSH baixo ou normal) de amenorreia, especialmente em mulheres na perimenopausa.

Em que situações a curetagem uterina de prova seria considerada?

A curetagem uterina de prova é considerada em casos de sangramento uterino anormal persistente, suspeita de hiperplasia ou câncer de endométrio, ou para investigação de abortamento incompleto, mas não como exame inicial para amenorreia sem sangramento.

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