HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Mulher, 22 anos, sofreu um acidente de carro há 5 meses, pois estava dirigindo alcoolizada e teve um trauma torácico contra o volante. Após isso, a paciente cursou com quadro de ausência de menstruação. Ela refere que está há 3 meses sem menstruar e não está em uso de método contraceptivo hormonal. No momento usa somente camisinha masculina como método contraceptivo. Excluída a hipótese de gestação, qual a principal causa da amenorreia dessa paciente?
Trauma grave → disfunção hipofisária → amenorreia secundária.
Traumas graves, mesmo que inicialmente não pareçam afetar diretamente o crânio, podem levar a hipopituitarismo por lesão direta ou isquemia da hipófise, resultando em amenorreia secundária. A exclusão de gestação é fundamental.
Amenorreia secundária é a ausência de menstruação por pelo menos 3 ciclos consecutivos ou 6 meses em mulheres que já menstruavam. O hipopituitarismo pós-traumático, embora menos comum que outras causas, é uma etiologia importante a ser considerada em pacientes com histórico de trauma craniano ou torácico grave, que pode levar à isquemia ou lesão direta da glândula hipófise. A fisiopatologia envolve a lesão das células hipofisárias produtoras de hormônios tróficos (FSH, LH, TSH, ACTH, GH, prolactina), resultando em deficiências hormonais múltiplas. A amenorreia ocorre pela deficiência de FSH e LH, que são essenciais para a função ovariana. O diagnóstico requer uma investigação hormonal completa e, frequentemente, ressonância magnética da sela túrcica para avaliar a integridade da hipófise. O manejo do hipopituitarismo pós-traumático é baseado na reposição hormonal das deficiências identificadas. Para a amenorreia, a terapia de reposição estrogênio-progesterona é indicada. É crucial o acompanhamento multidisciplinar para otimizar a qualidade de vida e prevenir complicações a longo prazo.
Sinais incluem amenorreia, fadiga, hipotireoidismo central, insuficiência adrenal secundária e deficiência de GH, dependendo dos hormônios afetados pela lesão hipofisária.
O diagnóstico envolve dosagens hormonais (FSH, LH, prolactina, TSH, T4 livre, cortisol, IGF-1) e exames de imagem da sela túrcica (ressonância magnética) para avaliar a integridade da hipófise.
O tratamento consiste na reposição hormonal dos eixos deficientes, como estrogênio/progesterona para a amenorreia, levotiroxina para hipotireoidismo e hidrocortisona para insuficiência adrenal, conforme a necessidade.
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