Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Em relação à paciente com amenorreia secundária e que sangra após a administração de progestogênio, é CORRETO afirmar que essa paciente possui:
Amenorreia secundária + sangramento pós-progestogênio → endométrio responsivo e estrogênio presente.
O teste de progesterona é um passo diagnóstico na amenorreia secundária. Se a paciente sangra após a administração de progestogênio, isso indica que o endométrio foi previamente estimulado por estrogênio endógeno e é capaz de descamar, descartando falência ovariana ou hipofisária grave e problemas no trato de saída.
A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou por seis meses em mulheres que já menstruaram, é um desafio diagnóstico comum na ginecologia. A investigação geralmente segue um algoritmo que inclui a exclusão de gravidez e a realização de testes hormonais e funcionais. Um dos passos cruciais na avaliação da amenorreia secundária é o teste de progesterona (ou teste de privação de progesterona). Este teste consiste na administração de um progestogênio por um período de 5 a 10 dias. A resposta ao teste fornece informações valiosas sobre o estado estrogênico da paciente e a integridade do trato de saída. Se a paciente apresentar sangramento de privação após a interrupção do progestogênio, isso indica que o endométrio foi previamente exposto a níveis adequados de estrogênio endógeno, que o proliferaram, e que o trato de saída é funcional. Portanto, o sangramento pós-progestogênio sugere que a causa da amenorreia não é uma falência ovariana ou hipofisária grave com deficiência estrogênica profunda, nem uma alteração obstrutiva do trato mülleriano. Nesses casos, a amenorreia é frequentemente devido à anovulação crônica, como ocorre na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), onde há estrogênio suficiente, mas ausência de picos de progesterona devido à falta de ovulação.
O sangramento após o teste de progesterona indica que o endométrio foi adequadamente estimulado por estrogênio endógeno e que o trato de saída (útero e vagina) está pérvio e responsivo.
A ausência de sangramento sugere deficiência estrogênica significativa (falência ovariana ou hipofisária) ou uma alteração no trato de saída, como a Síndrome de Asherman.
As principais causas incluem gravidez, disfunção hipotalâmica (estresse, exercício excessivo), disfunção ovariana (SOP, falência ovariana prematura), disfunção hipofisária e alterações uterinas ou cervicais.
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