Amenorreia Secundária: Propedêutica Inicial Essencial

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente, 20 anos de idade, G1P1N, sem comorbidades, procurou o ambulatório de ginecologia referindo estar 6 meses sem menstruar. Faz parte da propedêutica inicial:

Alternativas

  1. A) BHCG, RNM de hipófise e ultrassonografia transvaginal.
  2. B) BHCG, ultrassonografia transvaginal e estrogênio.
  3. C) BHCG, TSH e prolactina.
  4. D) TSH, estrogênio e RNM de hipófise.

Pérola Clínica

Propedêutica inicial amenorreia secundária: Excluir gravidez (BHCG), avaliar tireoide (TSH) e prolactina (hiperprolactinemia).

Resumo-Chave

A amenorreia secundária requer uma investigação sistemática. Os primeiros passos essenciais incluem a exclusão de gravidez com BHCG e a avaliação de causas endócrinas comuns, como disfunção tireoidiana (TSH) e hiperprolactinemia (prolactina), que são facilmente tratáveis e frequentes.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária, definida como a ausência de menstruação por um período de três ciclos prévios ou seis meses em mulheres com ciclos previamente regulares, é uma queixa comum no ambulatório de ginecologia. Sua investigação é crucial, pois pode indicar diversas condições, desde fisiológicas até patológicas, que afetam a saúde reprodutiva e geral da mulher. A epidemiologia varia, mas causas como gravidez, disfunções endócrinas e estresse são frequentes. A fisiopatologia da amenorreia secundária envolve disfunções em qualquer nível do eixo hipotálamo-hipófise-ovário-útero. A propedêutica inicial deve ser sistemática. O primeiro passo é sempre excluir a gravidez com um teste de BHCG. Em seguida, a avaliação hormonal básica inclui TSH para rastrear disfunções tireoidianas (hipotireoidismo pode causar hiperprolactinemia e amenorreia) e prolactina para investigar hiperprolactinemia, uma causa comum de anovulação e amenorreia. Após esses exames iniciais, se as causas mais comuns forem excluídas, a investigação prossegue com testes de progesterona e estrogênio, ultrassonografia pélvica para avaliar útero e ovários (ex: SOP, Síndrome de Asherman), e, se necessário, exames de imagem como ressonância magnética de hipófise para prolactinomas. O tratamento depende da causa subjacente, podendo variar de reposição hormonal a cirurgia, com prognóstico geralmente bom se a causa for identificada e tratada precocemente.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de amenorreia secundária?

Amenorreia secundária é a ausência de menstruação por um período de três ciclos menstruais prévios ou por seis meses em mulheres com ciclos previamente regulares.

Por que o BHCG é o primeiro exame na investigação da amenorreia?

O BHCG é o primeiro exame porque a gravidez é a causa mais comum de amenorreia secundária em mulheres em idade fértil, e sua exclusão é fundamental antes de prosseguir com outras investigações.

Quais são as principais causas endócrinas de amenorreia secundária?

As principais causas endócrinas incluem hiperprolactinemia (por adenoma hipofisário ou uso de medicamentos), disfunção tireoidiana (hipotireoidismo ou hipertireoidismo) e síndrome dos ovários policísticos (SOP).

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