FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Paciente de 26 anos, G1P1N, procurou serviço de ginecologia referindo estar 6 meses sem menstruar. Faz parte da propedêutica inicial:
Amenorreia secundária → sempre excluir gravidez (BHCG), disfunção tireoidiana (TSH) e hiperprolactinemia (prolactina).
A propedêutica inicial da amenorreia secundária deve ser abrangente, começando pela exclusão de gravidez e avaliando as causas endócrinas mais comuns, como disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia, que são facilmente rastreáveis.
A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de três ciclos menstruais ou seis meses em uma mulher que já menstruou anteriormente. A investigação deve ser sistemática, começando pela exclusão das causas mais comuns e clinicamente relevantes. A primeira e mais importante etapa da propedêutica é sempre descartar a gravidez, independentemente da história sexual da paciente, através da dosagem de BHCG. Em seguida, é fundamental avaliar as causas endócrinas que frequentemente levam à amenorreia. A dosagem de TSH (hormônio estimulante da tireoide) é crucial para identificar disfunções tireoidianas, como o hipotireoidismo, que pode alterar o ciclo menstrual. A dosagem de prolactina é igualmente importante para diagnosticar a hiperprolactinemia, uma condição que inibe a secreção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) e, consequentemente, a ovulação. Níveis elevados de prolactina podem ser causados por adenomas hipofisários (prolactinomas) ou pelo uso de certos medicamentos. A ultrassonografia transvaginal, embora útil para avaliar o útero e ovários, não é o exame inicial mais prioritário em todas as situações de amenorreia secundária, mas pode ser solicitada em etapas posteriores para investigar causas anatômicas ou ovarianas, como a Síndrome dos Ovários Policísticos.
As causas mais comuns incluem gravidez, disfunções tireoidianas (hipotireoidismo), hiperprolactinemia, síndrome dos ovários policísticos (SOP), estresse, perda de peso excessiva e falência ovariana prematura.
O BHCG é o primeiro exame porque a gravidez é a causa mais comum de amenorreia secundária e deve ser sempre descartada antes de prosseguir com outras investigações diagnósticas.
O TSH avalia a função tireoidiana, pois disfunções podem causar amenorreia. A prolactina é dosada para investigar hiperprolactinemia, que inibe a ovulação e pode ser causada por adenomas hipofisários.
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