Amenorreia Secundária: Propedêutica Inicial Essencial

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 26 anos, G1P1N, procurou serviço de ginecologia referindo estar 6 meses sem menstruar. Faz parte da propedêutica inicial:

Alternativas

  1. A) BHCG, RNM de hipófise e ultrassonografia transvaginal.
  2. B) FSH, prolactina e testosterona total.
  3. C) BHCG, ultrassonografia transvaginal e estrogênio.
  4. D) BHCG, TSH e prolactina.
  5. E) TSH, estrogênio e RNM de hipófise.

Pérola Clínica

Amenorreia secundária → sempre excluir gravidez (BHCG), disfunção tireoidiana (TSH) e hiperprolactinemia (prolactina).

Resumo-Chave

A propedêutica inicial da amenorreia secundária deve ser abrangente, começando pela exclusão de gravidez e avaliando as causas endócrinas mais comuns, como disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia, que são facilmente rastreáveis.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de três ciclos menstruais ou seis meses em uma mulher que já menstruou anteriormente. A investigação deve ser sistemática, começando pela exclusão das causas mais comuns e clinicamente relevantes. A primeira e mais importante etapa da propedêutica é sempre descartar a gravidez, independentemente da história sexual da paciente, através da dosagem de BHCG. Em seguida, é fundamental avaliar as causas endócrinas que frequentemente levam à amenorreia. A dosagem de TSH (hormônio estimulante da tireoide) é crucial para identificar disfunções tireoidianas, como o hipotireoidismo, que pode alterar o ciclo menstrual. A dosagem de prolactina é igualmente importante para diagnosticar a hiperprolactinemia, uma condição que inibe a secreção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) e, consequentemente, a ovulação. Níveis elevados de prolactina podem ser causados por adenomas hipofisários (prolactinomas) ou pelo uso de certos medicamentos. A ultrassonografia transvaginal, embora útil para avaliar o útero e ovários, não é o exame inicial mais prioritário em todas as situações de amenorreia secundária, mas pode ser solicitada em etapas posteriores para investigar causas anatômicas ou ovarianas, como a Síndrome dos Ovários Policísticos.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de amenorreia secundária?

As causas mais comuns incluem gravidez, disfunções tireoidianas (hipotireoidismo), hiperprolactinemia, síndrome dos ovários policísticos (SOP), estresse, perda de peso excessiva e falência ovariana prematura.

Por que o BHCG é o primeiro exame na investigação da amenorreia secundária?

O BHCG é o primeiro exame porque a gravidez é a causa mais comum de amenorreia secundária e deve ser sempre descartada antes de prosseguir com outras investigações diagnósticas.

Qual a importância do TSH e da prolactina na propedêutica da amenorreia?

O TSH avalia a função tireoidiana, pois disfunções podem causar amenorreia. A prolactina é dosada para investigar hiperprolactinemia, que inibe a ovulação e pode ser causada por adenomas hipofisários.

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